A UEFA confirmou oficialmente um castigo de seis jogos a Gianluca Prestianni, jogador do Benfica, em resposta a declarações consideradas “linguagem homofóbica” no jogo contra o Real Madrid. Este desfecho surge após uma investigação que inicialmente se focava em acusações de racismo.
Conforme se lê no comunicado do organismo, em causa estão os “insultos homofóbicos” proferidos pelo argentino, que chamou “maricas” a Vinícius Júnior. Este castigo terá de ser cumprido em encontros relativos às provas da UEFA ou da seleção argentina. O Órgão de Controlo, Ética e Disciplina da UEFA (CEDB) decidiu suspender o jogador do Benfica, Gianluca Prestianni, por um total de seis (6) jogos oficiais de clubes da UEFA e/ou da seleção nacional para os quais estaria elegível, por conduta discriminatória (isto é, homofóbica).
A UEFA explica que a suspensão se aplica a “jogos oficiais de clubes da UEFA e/ou de seleções nacionais para os quais (Prestianni) seria elegível, devido a conduta discriminatória (nomeadamente de caráter homofóbico)”.
A suspensão relativa a três desses jogos está sujeita a uma pena suspensa de dois anos, com início a partir da data da presente decisão, explica ainda a UEFA, que adianta que um jogo de castigo já foi cumprido, precisamente na 2.ª mão da eliminatória entre Benfica e Real Madrid. A suspensão de três (3) desses jogos fica sujeita a um período de experiência de dois (2) anos, com início na data da presente decisão. Esta decisão (ou seja, a suspensão de seis jogos) inclui o jogo de suspensão provisória já cumprido pelo jogador no encontro do playoff da fase a eliminar da UEFA Champions League 2025/26, disputado a 25 de fevereiro de 2026 entre o Real Madrid CF e o SL Benfica.
Uma vez que o Benfica já não disputará, esta temporada, qualquer partida referente às competições europeias, Prestianni cumprirá, portanto, os dois jogos de suspensão ao serviço da seleção argentina, que deverão ser referentes ao Mundial'2026 - caso seja convocado. Se não for convocado para o Mundial, o castigo não contabiliza, ou seja, o jogador teria de cumprir estes dois jogos ao serviço do Benfica, nos duelos relativos às competições europeias da temporada 2026/27. Por terra caem as acusações de racismo que impendiam sobre o jogador do Benfica. “Nunca fui racista e lamento as ameaças que recebi dos jogadores do Real Madrid”, chegou a escrever Prestianni nas redes sociais, na sequência do caso. No desfecho do caso, e tendo em conta o veredicto da UEFA, Prestianni não proferiu um insulto racista, como Vinícius alegava, mas foi condenado por linguagem homofóbica.