Farioli: “O cavalheiro treinador italiano que prospeta em Portugal”

  1. The Athletic elogia Farioli
  2. Farioli renovou até 2028
  3. Pietuszewski destaca apoio dos treinadores
  4. Froholdt elogia gestão física de Farioli

O treinador do FC Porto, Francesco Farioli, tem sido alvo de rasgados elogios, não só pela imprensa internacional, mas também pelos seus próprios jogadores. A liderança isolada na Liga, a presença nos quartos de final da UEFA Europa League e as meias-finais da Taça de Portugal colocam o técnico italiano no centro das atenções. O The Athletic, em particular, elaborou um perfil elogioso sobre Farioli, descrevendo-o como “o cavalheiro treinador italiano que prospeta em Portugal”. A publicação salienta o facto de Farioli ter sido ignorado pelos clubes da sua terra natal, apesar das muitas mudanças na Serie A e de ser considerado um dos “mais brilhantes talentos do futebol italiano”. A abordagem dos clubes italianos, que “optaram, na sua maioria, pela experiência”, é contrastada com a visão de um treinador moderno e progressista. “Embora o modelo de jogo [de Farioli] possa ter raízes italianas, foi reformulado e atualizado para se adaptar ao futebol atual”, o que o posiciona “fora da cultura do futebol italiano”.

A dinâmica entre Farioli e o presidente do FC Porto, André Villas-Boas, é outro ponto de destaque. O The Athletic sublinha que “um treinador outrora precoce escolheu outro treinador que se tem destacado pela própria precocidade”, e que “talento reconhece talento”. A revista elogia ainda a forma como o técnico “lidou bem com os altos e baixos desta temporada”. A renovação do contrato de Farioli até 2028 é vista como um sinal de que “não será um caso de uma época no FC Porto. Ele acredita no projeto”. Oskar Pietuszewski, jogador dos dragões, reforça esta ideia, afirmando: “Apesar de ser muito jovem para treinador, tem uma bagagem de experiência enorme. Ele é não só um excelente treinador, mas também uma excelente pessoa”. Pietuszewski, recentemente convocado para a seleção principal da Polónia, recorda a sua chegada ao FC Porto como uma decisão “cuidadosamente ponderada e não um impulso”, explicando: “Tínhamos uma lista de opções [...] e fomos fazendo um processo de eliminação para ver onde nos queríamos focar. Tinha de ser a melhor decisão para o meu desenvolvimento e um sítio onde me sentisse seguro. O FC Porto preenchia esses requisitos”.

A gestão de Farioli também é elogiada por Victor Froholdt, médio dinamarquês do FC Porto. Froholdt destaca a forma como o treinador o tem gerido fisicamente: “Estou em boa forma e ele [Francesco Farioli] também tem sido bom em tirar-me de alguns jogos, para que assim eu não me esgote completamente”. O jogador também expressa a sua satisfação com o seu desempenho recente: “É ótimo que o meu desempenho em campo tenha sido bom nos últimos meses. Em dezembro/janeiro, foi um pouco difícil ser decisivo nos momentos que queria. Para mim, como jogador, é muito importante poder marcar golos e fazer assistências no último terço”. A atenção dada aos jovens talentos por Farioli é evidente, com Pietuszewski a realçar que os seus treinadores “não mataram a minha criatividade e fantasia de jogo” e que, embora o drible nem sempre seja a solução, “nunca foi desincentivado a arriscar”. Pietuszewski também comenta sobre a sua adaptação ao clube e a um episódio marcante com Bednarek: “Ele estava a tentar acalmar-me. Eu estava em choque porque a pancada foi muito forte”, refere o jovem polaco, lembrando o encorajamento de Bednarek: “Ele dizia: ‘Calma, vamos, não está nada partido. Tu estás a conseguir andar, por isso não está partido’. Deu-me aquele apoio para eu me recompor e voltar ao jogo o mais rápido possível”.

O percurso de Pietuszewski, que se confessa um jogador de ataque com capacidade para atuar em várias posições, mostra a aposta do FC Porto em jovens promessas. A sua alegria por ter marcado um golo ao Benfica é contida, demonstrando uma mentalidade focada no trabalho: “É algo marcante marcar num estádio daqueles contra um adversário tão forte. Mas, ao mesmo tempo, tento manter os pés no chão. É mais um golo, um momento muito fixe, mas [...] eu só quero continuar a trabalhar para ter mais números e continuar a evoluir”. O sucesso de Farioli e a forma como integra os jovens jogadores aponta para uma nova era no FC Porto, um período em que “a perda de Itália é, por agora, o ganho de Portugal”.

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