Farioli aborda saída de Zaidu e gestão do plantel antes do jogo com o Moreirense

  1. Zaidu rejeitou propostas da Premier League
  2. Leeds United e Wolverhampton interessados em Zaidu
  3. Gestão do plantel face ao calendário apertado
  4. FC Porto busca ser dono do seu destino

Francesco Farioli, treinador do FC Porto, abordou diversos tópicos na conferência de imprensa de antevisão ao jogo com o Moreirense. Entre os vários temas, destacou-se a possibilidade de saída de Zaidu no mercado de inverno e a gestão do plantel face ao calendário apertado.

A permanência de Zaidu

Sobre o interesse em Zaidu, Farioli revelou que o jogador teve oportunidades de se mudar para a Premier League, mas optou por permanecer no clube. O técnico afirmou: “Houve uma boa possibilidade de ele sair para a Premier League. Conversei com ele, perguntei o que ele queria fazer, se estava feliz aqui, porque na primeira parte da época teve poucos minutos. Mas ele manteve sempre uma grande capacidade de treinar e respondeu que ficava muito feliz aqui a ter um papel no grupo, com o desejo de competir nas três provas. Esperou a sua oportunidade e ela chegou pouco depois. Deu-me a confiança para o colocar em campo e está a progredir bem. É um dos exemplos desta equipa, tem uma atitude incrível e é amado pelos adeptos. No Dragão, quando toca na bola, ouve-se uma atmosfera diferente.” As propostas, revelou Farioli, vieram do “Leeds United e do Wolverhampton”.

Calendário apertado e gestão do plantel

Relativamente ao adiamento do jogo do Sporting e Braga, Farioli expressou a sua opinião sobre a disparidade no tratamento, dizendo: “Já falei disso, é o que é. Para o Braga, não tendo outra competição, é um um pedido lógico. Para nós e para o Sporting é um caso diferente. Se virem o calendário, a única semana que vai estar livre é a última da época. É um tratamento muito particular.” O treinador também destacou a boa forma física do plantel, fruto de uma gestão estratégica: “Tomámos diferentes decisões baseadas no que está no nosso controlo e valorizar todo o plantel. É por isso que nos últimos três jogos mudámos oito ou nove jogadores de um jogo para o outro. Na realidade, estamos a jogar jogos de nível de Liga dos Campeões. O poder desta equipa está na parte coletiva. Estamos a ter jogos muito competitivos e sessões de trabalho muito competitivas. Acho que todos os jogadores estão preparados para jogar e ajudar a equipa.”

Estilo de jogo e arbitragem

Apesar da intensidade, Farioli não abdica do estilo de jogo ofensivo: “Em certos jogos essa necessidade é normal num jogo, não podes pressionar 90 minutos. Sobre a intenção, não tenho dúvidas, quero continuar a ser a equipa que pressiona em todo o campo contra todos e em todas as competições. Depois temos o exemplo do Estugarda, tivemos bons momentos de pressão alta, marcámos assim, recuperámos bolas no meio-campo contrário, e noutros momentos defendemos na nossa área. Esta capacidade de ajustar e dominar as fases do jogo é algo que temos de continuar. Sobre a nossa identidade e o que gostaria de fazer não há qualquer dúvida.” O treinador também abordou a nota insatisfatória atribuída à equipa de arbitragem do FC Porto-Arouca, reforçando a sua convicção: “Há várias imagens que são claras, foi penálti. Sem o toque, o Fofona rematava à baliza. Mantenho a minha avaliação. Não afetará o árbitro amanhã.”

Regresso ao Dragão e confronto com o Moreirense

Sobre o regresso ao Estádio do Dragão e o confronto com o Moreirense, Farioli salientou a dificuldade do adversário. “É bom voltar ao Dragão depois de três jogos fora. A prioridade é o jogo contra uma equipa que é uma das surpresas da I Liga. Jogam bem, estão confortáveis na tabela e isso não nos deve fazer relaxar, pelo contrário. Sabemos as dificuldades deste adversário, na primeira volta tivemos controlo, mas foi difícil desbloquear o jogo. Espero um jogo competitivo.” Para o treinador, a equipa tem sabido gerir a exigência do calendário: “O foco tem de estar no nosso desejo de fazer tudo para vencer perante um adversário, como disse, que está a fazer um bom trabalho. Do nosso lado, a equipa está num excelente momento, todos estão prontos a jogar e num modo competitivo. Chegar a meio de março com a bateria cheia é difícil. Isso diz muito do trabalho que a equipa tem feito, tentamos gerir a qualidade e a energia do grupo. Ganhamos a possibilidade de estar em março em três competições.”

A situação da formação do FC Porto

A situação da formação do FC Porto também foi um ponto de destaque: “É ótimo. Na formação, os resultados não devem ser a única maneira de medir o sucesso, mas estar em primeiro lugar e a evolução da equipa B diz muito do desenvolvimento dos jogadores e do trabalho dos treinadores. Estamos a trabalhar para alinhar os programas, os tempos de jogo, a gestão dos jogadores. O Castro é a ligação entre a equipa A e os jovens. Lucho e Felipe Sánchez [chegou em janeiro, vindo da Real Sociedad] também são importantes. O analista todas as semanas manda imagens dos jovens que podem progredir connosco. Já tivemos 20 jogadores dos sub-19 e da B a trabalhar connosco, não só em treinos como em jogos. Ángel Alarcón, André Miranda, Bernardo Lima, Tiago Silva, André Oliveira, João Teixeira, Gonçalo Sousa... podia nomear muitos. Estão a ajudar-nos a manter o nível nos treinos. E quando regressam às suas equipas estão a ter grandes resultados, como o de ontem [vitória por 6-0 contra o Sporting, em sub-19], que foi ótimo ver na televisão.”

Dono do próprio destino

Por fim, Farioli realçou a importância de o FC Porto ser “os donos do nosso destino” numa época que deveria estar em reconstrução. “Estamos a meio de março com a oportunidade de sermos os líderes do nosso próprio destino. Numa época em que se devia estar em reconstrução, sermos os donos do nosso destino é importante.”

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Correcção de Artigo

  1. Autores do estudo: Análise da Qualidade dos Artigos
  2. Citação: "a correcção de artigos é fundamental"
  3. Data: 2022
  4. Número de autores: 5