Sp. Braga vs Sporting: Jogo pela Inclusão

  1. «no campo da igualdade, somos todos titulares»
  2. Marta Paço e Vicente Pereira
  3. Vicente campeão mundial natação adaptada
  4. Marta campeã mundial surf adaptado

O jogo entre o Sp. Braga e o Sporting, da 25ª jornada do campeonato, foi mais do que apenas uma disputa por pontos. Marcado por um significado social profundo, esta partida destacou-se pela celebração da inclusão, sob o lema “no campo da igualdade, somos todos titulares”. Esta iniciativa, promovida pela SABSEG em parceria com o Record, teve como objetivo principal realçar a importância da acessibilidade e da igualdade no desporto.

Neste contexto, Marta Paço e Vicente Pereira, ambos embaixadores do projeto “Agarra-te” e atletas de renome, desempenharam papéis cruciais. Vicente Pereira, nadador com síndrome de Down e campeão do mundo em natação adaptada, partilhou a sua perspetiva sobre o impacto do desporto nas vidas de pessoas com deficiência. “O desporto faz-nos muito bem e todos têm o direito de praticar desporto”, afirmou o atleta, sublinhando a capacidade de iniciativas como esta de transformar perceções. “Pode ser muito importante porque vão perceber que também são capazes de fazer.” Vicente não se cingiu a constatar, e deixou uma mensagem fundamental para o futuro do desporto: “No futebol ainda se pode fazer mais. Os clubes têm que acreditar que todos conseguem fazer. Os pais também deviam acreditar que os filhos são capazes.” Em acréscimo, salientou a forma como os clubes podem intervir de forma decisiva: “Os clubes podem ajudar muito. Basta acreditarem que qualquer pessoa pode jogar futebol se lhes derem essa oportunidade. As pessoas deficientes podem aprender e desenvolver as suas capacidades como eu consegui na natação.”

Marta Paço, surfista invisual e campeã mundial de surf adaptado, reforçou a ideia, enfatizando a responsabilidade dos clubes na promoção da inclusão. “Um jogo da inclusão é sempre de louvar e gostamos de estar envolvidos. Permite aos jogadores, treinadores e staff, ainda que por momentos, alegrar a vida de quem não teve as mesmas oportunidades que nós”, disse Marta. A surfista salientou a importância do “papel muito importante dos clubes”, particularmente na “promoção da acessibilidade e da inclusão, porque são uma forma de unir as pessoas. E podem unir as pessoas em várias causas para além do futebol.” No entanto, sublinhou que melhorias são necessárias: “Para que o futebol seja inclusivo, é importante a implementação de algumas mudanças nos próximos anos, nomeadamente, a acessibilidade nos acessos aos espaços, e também a banalização de recursos como a audiodescrição.” Marta expressou o seu compromisso pessoal com a causa: “Fazer parte deste momento é algo muito especial para mim. Eu acredito muito e luto para que a inclusão seja feita todos os dias e em todos os jogos.” Reconheceu ainda o poder do futebol como veículo de união: “É o desporto que mais capacidade tem de unir as pessoas. Acredito que estas iniciativas são um passo muito importante para que no futuro possamos ter Matchdays inclusivos todos os dias.” Finalmente, a atleta terminou a ressaltar a influência do futebol na sociedade e a sua capacidade de integração: “Que o futebol seja um reflexo, que é, de toda a sociedade e que as pessoas com deficiência fazem tanto parte dele, como fazem parte da sociedade em geral.”

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