Thiago Silva, defesa do FC Porto, antecipa o próximo clássico com o Benfica, jogo a contar para a 25.ª jornada da I Liga. Numa entrevista, o jogador reflete sobre a rivalidade no futebol português e a dificuldade dos adversários. “São dois grandes clubes, que procuram ter o controlo do jogo, o que causa dificuldades para o oponente, que no caso somos nós”, referiu o jogador. Contudo, em tom de antevisão do próximo desafio, o defesa portista não deixou de fazer um “ranking” dos adversários mais difíceis do campeonato português, justificando as suas escolhas: “O Benfica vem de uns anos sem vencer a Liga, assim como o Porto, e o Sporting é o atual bicampeão. Por esse aspeto, o Sporting está mais preparado, mas como joguei pouco contra eles, posso dizer que o Benfica foi o adversário mais difícil, pelo contexto do jogo e por ser o nosso próximo rival, com um grande treinador”. Thiago Silva concluiu a sua reflexão sobre o assunto afirmando que: “Para não ficar em cima do muro, hoje considero o Benfica mais difícil porque é o nosso próximo adversário.”
Em antevisão do embate entre águias e dragões, Valdo, ex-jogador do Benfica, expressou a vital importância do clássico. Valdo sublinhou a importância de uma vitória para as aspirações da sua antiga equipa no título e frisou que o Benfica, neste contexto, “não tem muita margem de manobra”. Numa análise à situação, o ex-internacional brasileiro foi direto e acrescentou que o Benfica “é vencer, vencer e vencer. No final é que se fazem as contas”, e que conquistar um triunfo no Estádio da Luz “é um passo importante” para a corrida pelo campeonato. Apesar da liderança do FC Porto, Valdo considera que a diferença pontual já foi maior. “O FC Porto lidera de forma incontestável, porque quem fez a campanha que fez merece estar onde está. Mas a vantagem já foi maior e podemos dizer que ainda está tudo em aberto”, analisou o antigo jogador. Confiante, Valdo acredita que o Benfica, que considera que se encontra num momento ascendente, tem a capacidade de superar o rival: “O FC Porto vem forte, mas o Benfica também está num momento ascendente e é capaz de bater esta equipa”. Valdo também teceu rasgados elogios a José Mourinho, técnico do Benfica, destacando a influência na solidez da equipa. Em acréscimo, o antigo médio afirmou que “O impacto de José Mourinho foi muito grande. Ele deu estrutura defensiva à equipa e tornou o Benfica muito mais sólido e consistente”, e que o treinador “recuperou a alma do Benfica e também vários jogadores”. Na ótica de Valdo, o coletivo encarnado “joga olhos nos olhos com qualquer adversário, tanto em Portugal como na Europa”. Analisando a evolução do futebol ao longo do tempo, Valdo expressou, por outro lado, uma nostalgia por uma criatividade perdida em prol de uma maior rigidez tática. “Hoje trabalha-se muito mais o lado tático. A evolução tática tornou-se fundamental porque se perdeu um pouco da magia, daquele jogador mais criativo, o chamado número 10”, lamentou. Em súmula, para o antigo jogador, atualmente “existem dois ou três jogadores capazes de decidir um jogo com um momento técnico diferente”. Relembrando os clássicos que disputou, Valdo recordou a qualidade excecional e o nível dos plantéis de ambos os clubes. “Na minha época havia grandes jogadores dos dois lados. O FC Porto tinha Jaime Magalhães, Jaime Pacheco, Domingos, Branco ou Vítor Baía. O Benfica também tinha grandes nomes. Isso tornava o clássico ainda mais especial”, concluiu. Uma das memórias que Valdo guarda com mais carinho dos clássicos, é a vitória por 2-0 nas Antas, com dois golos apontados por César Brito. “Num deles consegui fazer a assistência e foi um momento importante desse clássico”, recordou.
O Clássico entre Benfica e FC Porto tem uma história rica desde junho de 1931, repleta de diversos protagonistas. Nomes como Eusébio, com 25 golos em 33 jogos, destacam-se como o melhor marcador neste confronto. O Pantera Negra é seguido por ícones do Benfica como José Águas, Nené e Guilherme Espírito Santo, enquanto Pinga, com 13 golos em 29 jogos, representa o FC Porto no top-5. Numa lista de 20 jogadores históricos, também Fernando Gomes, Rui Águas e Domingos Paciência figuram. Em termos de artilheiros nos atuais elencos, Pavlidis e Rafa Silva, do Benfica, sobressaem com três golos contra o FC Porto, embora o grego tenha disputado quatro jogos em comparação com os 18 do português. Seguindo-se Samu (dois golos em quatro jogos), Pepê (dois golos em 11 jogos), Otamendi (dois golos em 20 partidas), Zaidu (um golo em nove jogos) e Bednarek (um golo em duas partidas). O confronto mais recente entre os dois gigantes desta época terminou num empate a zero na Liga, em outubro, enquanto na Taça, Bednarek garantiu a qualificação do FC Porto para as meias-finais com um golo solitário. O Benfica receberá o FC Porto no domingo, às 18h, na 25.ª jornada da Liga, com as águias a sete pontos do líder. Os portistas, por sua vez, procuram a vitória após a eliminação na Taça de Portugal em Alvalade. Este será o 260.º clássico entre as duas equipas.