Rui Borges aborda continuidade de jogadores e polémicas antes de jogo com Braga

  1. Jogo Sporting vs Braga sábado às 18h00
  2. Trincão renovou até 2030
  3. Morita atingiu 150 jogos pelo clube
  4. Ioannidis está fora do jogo

Na antevisão da 25ª jornada da I Liga, que culmina no embate fora de portas frente ao Braga, o técnico Rui Borges abordou diversos temas prementes no clube, desde a continuidade de jogadores importantes até às polémicas extracampo que antecederam a partida agendada para sábado às 18h00. O treinador não deixou de tecer considerações sobre o adversário, as dinâmicas da equipa e a pressão de lutar pelo título, sempre com um foco inabalável nos objetivos do clube.

Relativamente ao Braga, Rui Borges mostrou-se conhecedor das qualidades do adversário: “Acho que o Sp. Braga não muda a ideia de jogo, independentemente dos jogadores. É uma ideia que quer ter bola, gosta de a ter, é a equipa com mais posse perto do Sporting. As duas com mais posse de bola do campeonato. E isso identifica bem o jogo do Braga. Gostam de ter bola, não gostam de a perder, muito fortes na reação à perda. Mais do que qualquer jogador, a ideia está lá sempre. Mudam sim algumas características dependendo de quem joga. Gostam de ter bola, procurar o golo, são ofensivos. Vão criar-nos bastantes dificuldades, tal como fez em Alvalade. Tiraram-nos alguns timings, gatilhos de pressão por causa da variabilidade de toda a equipa. É uma equipa que tem muitos golos, é dos melhores ataques do campeonato, e nos últimos 10 jogos fez tantos golos como o Sporting. Em casa têm nove golos sofridos. Empurram o adversário para dentro da sua área. É uma equipa forte, a última derrota para o campeonato foi em setembro. E isso identifica bem o Braga e as dificuldades que nos esperam amanhã.” A análise demonstra a preparação para um confronto exigente, onde a posse de bola e a capacidade ofensiva do adversário serão desafios significativos. O treinador sublinhou que “será um bom desafio para ambas as equipas. Gostamos de ter a bola e não gostamos de não a ter, o Braga igual. É um bom desafio nesse sentido. Para nós, Sporting, é perceber que do outro lado temos de respeitar quem lá está, perceber aquilo em que são bons e sermos uma equipa muito equilibrada.”

No que concerne aos jogadores, as renovações e as recentes baixas foram temas de destaque. A continuidade de Trincão, selada até 2030, foi motivo de satisfação para o técnico: “Fico contente. Tem vindo a crescer, está cada vez mais maduro com importância enorme nas conquistas do Sporting e na dinâmica da equipa. Foi dos que mais me impressionou, se não o que mais me impressionou. Dá tudo pela equipa, para além da sua qualidade técnica e inteligência. Torna o Sporting muito mais forte. Feliz por ele e por nós, Sporting.” Já sobre Morita, que atingiu os 150 jogos pelo clube, Rui Borges deixou no ar a possibilidade de renovação, indicando que “Tem a ver com a estrutura e a vontade do jogador. Gostamos muito dele. Quando cheguei aqui era um jogador que me tinha fascinado, já tinha frisado isso. Está num bom momento e é um jogador importante para o presente do Sporting.” Em relação às baixas, o treinador confirmou que “Ioannidis para já está fora do jogo de amanhã”, o que, consequentemente, “acaba por sacrificar mais o Luis [Suárez].” Contudo, expressou confiança no avançado: “Não é um jogador muito dado a lesões, felizmente, tem estado muito bem, é um mouro de trabalho, um bicho, estamos muito tranquilos, meter uma velinha para não se aleijar e bater na madeira. Mas gostávamos de ter o Fotis, porque seria jogador importantíssimo nesta fase, mas é o que é. Quando não estiver o Luis, outro dará resposta.” Estas declarações revelam a gestão do plantel e a esperança na recuperação de jogadores chave, ao mesmo tempo que se reforça a importância da profundidade do grupo.

As questões sobre as polémicas entre o presidente Frederico Varandas e André Villas-Boas, bem como os alegados gestos de Luis Suárez, foram abordadas com um tom de distanciamento por Rui Borges. O treinador optou por não se alongar sobre o assunto, afirmando: “Vou ser como o tempo, frio. Já disse o que tinha a dizer e não vou estar a comentar. O presidente é o poder máximo do clube. Estou só focado num jogo difícil neste caminho que temos traçado.” Questionado sobre se sentiu desrespeitado, a sua resposta foi igualmente concisa: “Vou desvalorizar isso. Não estou preocupado com o que acontece nos outros lados. Estou preocupado comigo e com a minha equipa. Já tive tantas faltas de respeito desde que estou no Sporting que não é algo que eu dou valor, honestamente.” As palavras de Rui Borges demonstram uma clara intenção de focar a atenção nos aspetos desportivos da equipa, evitando distrações externas. A sua postura reitera a necessidade de manter o foco no objetivo principal, que passa por “Se queremos fazer uma segunda volta extraordinária, passa por ganhar o jogo de amanhã. Tudo o resto será consequência. Estou focado no que nós queremos. A primeira volta foi boa, mas estamos em segundo. Para sermos primeiros, temos de fazer melhor do que a primeira volta. É difícil? É, mas queremos muito. Para conseguirmos, passa pelo jogo de amanhã. Do outro lado também existem equipas fortes. Dentro da nossa vontade e querer, de ser campeão, passa muito pelo nosso jogo. Temos de trabalhar muito e ganhar, dê por onde der.” A determinação em alcançar o título é patente, com o jogo contra o Braga a ser encarado como um passo fundamental nesse percurso, independentemente do resultado no confronto entre Benfica e FC Porto, pois “Ganhar o Sporting” é o mais importante para o técnico.

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