Na 24.ª jornada da Primeira Liga, o FC Porto recebeu o Arouca no Estádio do Dragão, num jogo que se revelou mais desafiador do que o previsto. A partida começou de forma eletrizante, com Oskar Pietuszewski a fazer história. “O Dragão só precisou de 13 segundos para explodir. Numa jogada inicial brilhante e claramente preparada em laboratório, o FC Porto jogou para Diogo Costa e o guarda-redes bombeou de imediato para a frente, onde Victor Froholdt ganhou todos os duelos antes de cruzar para o poste mais distante, com Oskar Pietuszewski a encostar (1′). O golo começou por ser anulado por fora de jogo, foi depois validado com recurso ao VAR e o avançado polaco estreou-se mesmo a marcar pelos dragões com o golo mais rápido de sempre no Estádio do Dragão.” Este golo estabeleceu um novo recorde. “Ao se estrear a marcar pelo FC Porto, Oskar Pietuszewski – aos 13 segundos – fez o golo mais rápido do FC Porto no Dragão, o golo mais rápido desta edição da Liga.” Apesar do início promissor, os dragões não conseguiram dilatar a vantagem, o que permitiu ao Arouca sonhar com o empate. O treinador italiano contava com a recuperação de Kiwior e lançava o polaco ao lado do compatriota Bednarek no eixo defensivo, com Pablo Rosario a manter-se no onze mas a avançar para o meio-campo. Na frente, Deniz Gül continuava a ser o eleito. Do outro lado, num Arouca em crescendo e vindo de três vitórias nos últimos quatro jogos, Vasco Seabra não tinha os castigados Tiago Esgaio, Lee Hyun-ju e Espen van Ee e apostava em Barbero como referência ofensiva.
O Arouca, por seu lado, não se rendeu e “ainda esboçou uma espécie de reação, com Bas Kuipers a rematar por cima pouco depois do golo sofrido (8′), mas a verdade é que o lance foi um autêntico oásis no deserto. A equipa de Vasco Seabra ficou sem estratégia depois de se ver a perder numa fase tão embrionária do jogo e nunca conseguiu contrariar o ascendente contrário, mantendo-se resguardada no próprio meio-campo e sem qualquer capacidade para subir no relvado, até quando tinha espaço para soltar uma transição rápida.” O cenário mudou no segundo tempo, quando o Arouca conseguiu o empate. “Minuto 70: marca o Arouca! Djouahra faz o 1-1! Primeiro há um remate de Trezza que é intercetado e a bola sobra para Djouahra a poucos metros da área. Este remate de primeira e Diogo Costa fica sem reação”. Este golo “restabeleceu o empate diante do FC Porto, à entrada para os últimos 20 minutos de jogo no Estádio do Dragão. Nais Djouahra, uma das joias da coroa da turma de Vasco Seabra, aproveitou a passividade portista à entrada da grande área, para desferir um remate em arco que apanhou Diogo Costa desprevenido.” O “Arouca gelou o Estádio do Dragão que transbordou nervosismo após o golo do extremo francês. William Gomes, ainda assim, vestiu a capa de herói nos minutos finais.”
Apesar do susto, o FC Porto conseguiu reagir nos minutos finais. Farioli lançou Seko Fofana e o jovem André Miranda, que se estreou aos 18 anos. Vasco Seabra colocou a equipa mais compacta e fechada para defender o ponto, e tudo ficou decidido já nos descontos. Fofana sofreu falta de Yellu Santiago dentro da grande área, Iancu Vasilica assinalou e nem foi ver as imagens do VAR e William Gomes, na conversão da grande penalidade, não deu hipótese a Arruabarrena e recuperou a vantagem (90+1′).” William Gomes foi crucial, atingindo a marca de “9.º golo de William Gomes esta época, o 6.º no campeonato. 2.º golo de penalti pelo FC Porto: já tinha marcado assim frente ao Crvena Zvezda, na Liga Europa”. Para culminar a vitória, “Até ao fim, Terem Moffi ainda conseguiu estrear-se a marcar, finalizando na área depois de um cruzamento rasteiro de William Gomes na direita (90+9′).” O “Dragão fere cedo, mas só resolve no último suspiro”. Esta vitória “garantiu que vai, pelo menos, manter a distância para Sporting e Benfica na liderança do Campeonato. Oskar Pietuszewski foi o melhor jogador da primeira parte e marcou o golo mais rápido de sempre no Dragão, mas foi preciso esperar por Seko Fofana para o motor carburar mesmo.”