André Villas-Boas começou por abordar a dificuldade em homenagear Pinto da Costa no Estádio do Dragão, dizendo: “Compreendo o seu posicionamento. Escreveu em livro e sempre tive intenções de o respeitar. Custou-me muito ter sido difícil convencer a família para que o presidente passasse os últimos momentos no Estádio do Dragão, porque a verdade é que a cerimónia poderia ter sido ainda mais digna e elevada”
.
O atual presidente do FC Porto garantiu que “nunca tive o intuito de magoar ou de desprestigiar tudo o que foi atingido pelo presidente”
com a auditoria forense realizada, explicando que “Compreendo também a frustração do presidente. A auditoria forense era algo que eu tinha programado, planeado e anunciado em campanha eleitoral.”
Relativamente à saída de Sérgio Conceição, Villas-Boas explicou que “a realidade é que nunca esteve em cima da mesa”
a continuidade do treinador, afirmando que “Discutimos, não amplamente, mas diria que o suficiente sobre o facto. Deixámos essa conversa para o final e, depois da Taça, fiz questão de o receber em minha casa.”
Apesar da “rutura e a ferida”
serem profunda
com Conceição, Villas-Boas confessa que gostaria que este se tivesse despedido de outra forma
dos adeptos do FC Porto: “Resta-nos honrá-lo. Fiz questão de lhe dizer, como ao Pepe, que para eles há um espaço de ferida também difícil de sarar relativamente à sua saída.”