Após quase 11 meses no comando do FC Porto, André Villas-Boas analisou o trabalho desenvolvido pela estrutura que lidera, com particular atenção à sobrevivência financeira do clube.
“O FC Porto, em abril de 2024, vivia uma situação de calamidade, de liquidez e rotura total. Parece impossível que, em 11 meses, procedemos ao pagamento de 179 milhões de euros do seu passivo”
, referiu o presidente, em entrevista ao Jornal de Notícias e ao jornal O Jogo.
Villas-Boas também comentou sobre a sua relação com o ex-presidente Jorge Nuno Pinto da Costa, afirmando: “Compreendo o seu posicionamento. Escreveu em livro e sempre tive intenções de o respeitar. Custou-me muito ter sido difícil convencer a família para que o presidente passasse os últimos momentos no Estádio do Dragão, porque a verdade é que a cerimónia poderia ter sido ainda mais digna e elevada.”
O novo presidente explicou também que a continuidade de Sérgio Conceição no comando técnico era totalmente impossível
, “também porque havia uma relação umbilical direta do Sérgio ao anterior presidente”
. No entanto, Villas-Boas deixou claro que tem grande respeito pelo treinador:
“O Sérgio é um treinador de referência do FC Porto, deixou muitas saudades aos associados pelo seu carisma, pela sua intransigência na defesa dos interesses do FC Porto. Resta-nos honrá-lo. Fiz questão de lhe dizer, como ao Pepe, que para eles há um espaço de ferida também difícil de sarar relativamente à sua saída.”
Apesar das dificuldades iniciais, Villas-Boas garante que “nunca tive o intuito de magoar ou de desprestigiar tudo o que foi atingido pelo presidente”
Pinto da Costa, reconhecendo a sua enorme contribuição para o clube.