Vasco Botelho da Costa, treinador-adjunto do Moreirense, analisou o empate a zero golos da sua equipa frente ao Famalicão, em jogo da 28.ª jornada da Liga. Apesar de reconhecer a superioridade do adversário, o técnico realçou o ponto conquistado fora de casa e a capacidade dos seus jogadores de darem uma boa resposta em campo.
Na sala de imprensa, o técnico-adjunto do Moreirense realçou o mérito dos seus atletas em conquistar um ponto num terreno difícil, mesmo reconhecendo que o adversário teve um desempenho ofensivo superior. Num jogo em que a bola parada famalicense criou muitas dificuldades à sua equipa, a capacidade de resistência foi fundamental, como o próprio fez notar: “O Famalicão é uma equipa bem trabalhada e é das melhores do campeonato. Acho que o jogo é repartido na primeira meia hora: o Famalicão com bola e nós com muita pressão. Depois, todas as bolas paradas do Famalicão criaram-nos dificuldades e não é normal. A pouco e pouco fomos perdendo capacidade para disputar o jogo. Na segunda parte, tentámos voltar a iniciar bem, mas percebemos que era preciso defender. O Famalicão teve mais bola, mas não foi avassalador e o que fez diferença foi a bola parada. Tenho de ressalvar a atitude dos jogadores porque foram competitivos e se fomos para trás foi porque nos obrigaram e não porque queremos. Sabíamos que tínhamos de dar as mãos, evitámos ao máximo o golo, mas no global tenho de dizer que o Famalicão merecia a vitória. Ainda assim, acho que é um ponto merecido para os nossos jogadores.”
Sobre o impacto do empate após uma sequência de derrotas, Vasco Botelho da Costa abordou o aspeto anímico e as perspetivas para os próximos desafios. O treinador afirmou que, embora preferisse a vitória, o empate num estádio complicado era preferível à derrota, realçando a importância de pontuar: “Nós gostamos é de ganhar e foi isso que nos habituámos a fazer no início do campeonato. Obviamente, que vir a casa de uma das melhores equipas pontuar é sempre melhor do que perder. Quando ganhamos a equipa está mais alegre e quando não ganhamos é sempre mais difícil. Para o Estoril, já podemos ter o Leandro, mas perdemos três jogadores por castigo, por isso uns vão e outros vêm.”