Empate com Braga complica Liga dos Campeões para o Benfica

  1. Benfica empata 2-2 com SC Braga.
  2. Duas anulações por centímetros a golos do Benfica.
  3. José Mourinho falou sobre a importância de vencer.
  4. Benfica precisa de vencer e Sporting não vencer para 2º lugar.

O Benfica enfrentou o SC Braga na 33.ª jornada da Primeira Liga, num confronto que se revelou crucial para as aspirações do segundo lugar e, consequentemente, para a qualificação para a Liga dos Campeões. O jogo, que terminou com um empate a duas bolas, deixou o futuro europeu dos encarnados envolto em incerteza. “O Benfica foi quase sempre melhor do que o Sp. Braga, mas acabou refém da própria falta de eficácia e da total eficácia dos minhotos. No fim, empatou e colocou a Champions novamente em risco (2-2)”, resumiu o jornalista. Este resultado surge após uma jornada anterior igualmente conturbada, onde um empate em Famalicão e as ausências de Otamendi e Richard Ríos já tinham complicado a situação. “Foi uma tarde de sábado que tudo complicou. Em Famalicão, com uma expulsão de Otamendi e um cartão amarelo proibido a Richard Ríos pelo meio, o Benfica não foi além de um empate e manteve-se numa situação indefinida sobre o segundo lugar, o apuramento para a Liga dos Campeões e a vantagem em relação ao Sporting”, detalha a crónica.

A partida na Luz teve momentos de grande emoção e, também, de desilusão. Duas jogadas capitais foram anuladas por meros centímetros, frustrando as intenções benfiquistas. Um golo de Ivanovic, logo aos 4 minutos, foi invalidado por fora de jogo, como realça um dos textos: “Logo a abrir, Franjo Ivanovic aproveitou um remate forte para receber a bola e depois emendar para a baliza. Golo imediatamente invalidado, mas que depois deu para sonhar, já que tivemos de esperar o tal tempinho para que colocassem as linhas que nos dizem a quantos centímetros está o sucesso. Eram quatro, no caso. Quatro centímetros separaram o avançado croata e o Benfica do sucesso inicial.” Mais tarde, aos 65 minutos, um golo de Pavlidis teve o mesmo destino. “Mais uma vez foi uma questão de centímetros - aqui não sabemos quantos, mas foram poucos -, esta decisiva para o descalabro do Benfica, que quase acabou a perder, o que confirmaria a primeira derrota no campeonato, pequeno “troféu” que José Mourinho ainda pode sonhar em ganhar”, descreve um segundo texto, sublinhando a forma como pequenas distâncias tiveram um enorme impacto no desfecho da partida. O jogo foi, de facto, “um lance de total anticlímax para o Benfica, que vê agora os milhões da Champions por um canudo”, conforme se lê na análise.

José Mourinho, antes do jogo, havia expressado uma preferência peculiar sobre a situação da equipa, que foi relembrada após a partida: “Antes do jogo com o Famalicão disse que podia parecer contraditório ou idiota da minha parte, mas acho que vocês perceberam o que queria dizer [sobre preferir precisar de todos os pontos até ao fim da temporada]. Amanhã não temos de simular estados de alma porque é objetivo: temos de ganhar, não temos outra solução”, citam as referências. O treinador benfiquista reconhecia a importância daquele jogo em casa como “decisivo” e apelava ao apoio dos adeptos, afirmando que “o estado de alma do estádio também será importante para a equipa”. Agora, o Benfica “terá de vencer o seu jogo e esperar que o Sporting não vença o Gil Vicente em Alvalade”, conclui a crónica, num cenário que espelha as declarações pré-jogo do treinador. O jogo em si foi um espelho das dificuldades recentes, com o Benfica a não conseguir capitalizar o seu domínio, conforme descreve ainda outra análise: “O Benfica foi mais perigoso que o SC Braga, mas não conseguiu vencer um dos jogos mais difíceis da época e acaba por ver fugir o segundo lugar a uma jornada do fim.”

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