Portugal nas meias-finais do Mundial 2006

  1. Portugal foi semifinalista em 2006.
  2. Ricardo defendeu 3 penáltis em 2006.
  3. Maior vitória num Mundial: 7-0 em 2010.
  4. Cristiano Ronaldo marcou 7 golos na qualificação 2006.

A Seleção Portuguesa de Futebol alcançou, em 2006, um feito notável ao atingir as meias-finais de um Campeonato do Mundo pela segunda vez na sua história, quatro décadas após a memorável campanha de 1966. Liderada por Luiz Felipe Scolari, a equipa das Quinas destacou-se pelo seu caráter coletivo, batalhador e pragmático, sendo eleita pela FIFA como a que mais entreteve na Alemanha, mesmo sem apresentar exibições de grande exuberância estética ou destaques individuais marcantes. Este desempenho assinalável surgiu dois anos após a dolorosa derrota na final do Euro 2004, em casa, frente à Grécia, demonstrando a capacidade de superação da equipa.

O percurso em 2006 foi marcado por vitórias consecutivas na fase de grupos (1-0 a Angola, 2-0 ao Irão e 2-1 ao México), seguindo-se um triunfo por 1-0 sobre os Países Baixos nos oitavos de final, num jogo intenso que ficou conhecido como a Batalha de Nuremberga. Nos quartos de final, a equipa defrontou a Inglaterra e, após um empate 0-0 no prolongamento, Ricardo voltou a ser decisivo nos penáltis, defendendo três remates, um recorde em Mundiais, e garantindo a passagem às meias-finais. A campanha terminou com duas derrotas: uma frente à França (0-1) nas meias-finais e outra contra a anfitriã Alemanha (1-3) no jogo de atribuição do terceiro e quarto lugares. Figuras como Maniche e Deco, com os seus golos importantes, e a revelação Fernando Meira, foram pilares deste sucesso, enquanto Pauleta marcou apenas um golo e Cristiano Ronaldo, na sua estreia em Mundiais, não teve ainda o protagonismo que viria a ter, tal como Figo, que se despedia da seleção.

A qualificação para o Mundial de 2006 foi impecável, com nove vitórias e três empates, num grupo acessível que incluía Eslováquia, Rússia, Estónia, Letónia, Liechtenstein e Luxemburgo. Cristiano Ronaldo, então no Manchester United, teve um papel crucial no apuramento, com sete golos e seis assistências, demonstrando a sua importância desde cedo. No entanto, em 2010, no Mundial da África do Sul, a prestação da seleção foi menos feliz. Guiada por Carlos Queiroz, Portugal foi eliminado nos oitavos de final pela Espanha (0-1), que viria a ser campeã. Apesar de uma goleada expressiva de 7-0 à Coreia do Norte, que se tornou a maior vitória de Portugal em Mundiais, a equipa marcou apenas nesse jogo, registando dois empates sem golos contra a Costa do Marfim e o Brasil. Eduardo, guarda-redes, e Fábio Coentrão foram os maiores destaques individuais. Cristiano Ronaldo, vindo de uma época promissora no Real Madrid, marcou apenas um golo na competição, longe das expectativas. A qualificação para o Mundial de 2010 também foi mais difícil, sendo apenas garantida no play-off, com duas vitórias por 1-0 sobre a Bósnia-Herzegovina.

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