Eleições no Vitória de Guimarães: debate financeiro e impacto nos funcionários

  1. Eleições do Vitória de Guimarães a 13 de junho.
  2. Viriato Sampaio desafia para debate financeiro.
  3. Célia Magalhães alerta para impacto em funcionários.
  4. Rui Rodrigues defende humanização do clube.

As eleições no Vitória de Guimarães, marcadas para 13 de junho, continuam a aquecer, com as diferentes candidaturas a intensificarem as suas abordagens e a lançarem desafios. A troca de acusações e o apelo à responsabilidade marcam a tónica da campanha, com especial destaque para a preocupação com o impacto das declarações na estrutura do clube.

Viriato Sampaio, líder da Lista C, lançou um desafio às restantes candidaturas para um debate público focado nas soluções financeiras para o Vitória SC. A sua lista considera fundamental que tal aconteça para esclarecer os associados vimaranenses, reforçando que “O momento financeiro que o Clube atravessa exige responsabilidade, rigor e verdade. Os sócios têm o direito de conhecer, comparar e avaliar, de forma clara, todas as propostas apresentadas para responder aos desafios da dívida, do passivo e da sustentabilidade financeira a curto, médio e longo prazo”, afirmou Sampaio. A Lista C prossegue, afirmando que “Num período decisivo para o futuro do Vitória SC, é essencial que o debate eleitoral não se limite a afirmações genéricas ou promessas sem sustentação. Os sócios devem votar informados sobre as diferentes opções financeiras colocadas em cima da mesa, percebendo quais os caminhos propostos, os riscos envolvidos e o impacto real de cada solução no futuro do Clube”. Para finalizar o desafio, a Lista C destaca que “Assim, a Lista C lança publicamente o desafio para a realização de um debate dedicado exclusivamente às soluções financeiras, com a participação dos candidatos a vice-presidente para a área financeira de cada lista. Acreditamos que este é um exercício de transparência, respeito pelos sócios e responsabilidade institucional”.

Em paralelo, Célia Magalhães, candidata à vice-presidência pela Lista D e potencial primeira mulher a assumir um cargo diretivo nos minhotos, expressou a sua apreensão em relação ao impacto das campanhas nos funcionários do clube. “Nos últimos dias tenho pensado muito nas pessoas que trabalham no Vitória e no clima de ansiedade que devem estar a sentir, em função do que tem sido dito na campanha das outras listas e por razões meramente eleitorais. Falam em urgências e em medidas drásticas sem conhecerem a realidade do Vitória, sem olharem para as pessoas que estão por detrás de cada função”, alertou Magalhães. A candidata fez ainda um apelo fervoroso ao bom senso: “Há aqui uma falta de bom senso que é inadmissível, porque isto provoca instabilidade dentro de uma estrutura que tem de estar a funcionar a pleno neste momento. Vocês imaginam como os funcionários do Vitória se sentem neste momento? As pessoas que andam a provocar este alarme deviam pensar antes de falar, porque há famílias e carreiras em jogo”. Rui Rodrigues, líder da Lista D, corroborou a sua posição, reforçando a importância de um ambiente de trabalho harmonioso: “Nós temos de dar o exemplo de dentro para fora e por isso é que dizemos que queremos humanizar o Vitória. O nosso objetivo é aproximar as pessoas que trabalham todos os dias para o clube, valorizar o seu contributo e fazer com que se sintam parte de algo maior e depois passar esse exemplo para fora, levando os sócios a estarem também connosco. Só um Vitória unido tem futuro porque num grande clube como o nosso, o sucesso constrói-se a semear todos os dias para depois colher.”

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