O Benfica está a planear a temporada 2026/27, enfrentando indefinições quanto à continuidade de José Mourinho, apesar do contrato em vigor. Em articulação com Mário Branco e Rui Costa, a estratégia inclui reforços e a saída de jovens talentos da formação, que têm vindo a ganhar estatuto no clube. Anísio Cabral, Daniel Banjaqui, José Neto e Gonçalo Moreira têm presença assegurada na pré-época, enquanto outros deverão procurar novos desafios.
Entre os jovens que vislumbram uma saída para obter mais minutos de jogo, destacam-se Gonçalo Oliveira, Rodrigo Rêgo e João Rego. Gonçalo Oliveira, defesa-central de 19 anos e capitão da equipa B, poderá sair por empréstimo ou em definitivo, especialmente se Otamendi deixar o clube, o que levaria à contratação de novos centrais. Rodrigo Rêgo, extremo de 21 anos, que chegou a somar cinco jogos pela equipa principal, perdeu espaço após os reforços de inverno e também procura uma solução, seja por transferência definitiva ou cedência. João Rego, médio ofensivo de 20 anos com 28 jogos e dois golos pelas águias, e com contrato renovado até 2030 (cláusula de rescisão de 100 milhões de euros), poderá ser emprestado devido à forte concorrência na sua posição.
As saídas de Gonçalo Oliveira e Rodrigo Rêgo poderão concretizar-se através de uma venda, com o Benfica a salvaguardar uma percentagem para futuras transferências. Estas decisões ainda não estão fechadas, mas o plano de mercado da SAD está em curso, com as saídas a ganharem forma paralelamente à definição de reforços. As atenções do clube também se voltam para a conferência de imprensa de José Mourinho, este domingo, que poderá esclarecer o seu futuro no clube, especialmente face às notícias que o ligam ao Real Madrid. Mourinho tem mais um ano de contrato com o Benfica, mas existe uma cláusula de rescisão de três milhões de euros, acionável tanto pelo clube como pelo treinador. O jogo com o SC Braga, na penúltima jornada do campeonato, também será crucial para segurar o segundo lugar na Liga.