Ivan Baptista celebra sexto campeonato do Benfica feminino

  1. Benfica feminino conquista sexto campeonato consecutivo.
  2. Ivan Baptista celebra primeiro título como treinador.
  3. Final da Taça de Portugal será contra o FC Porto.
  4. Presença garantida na Liga dos Campeões.

O Benfica feminino vive um momento de consagração, após a conquista do sexto campeonato consecutivo, o primeiro sob o comando técnico de Ivan Baptista. O dérbi com o Sporting surge como um palco ideal para celebrar este feito e reforçar a ligação com os adeptos, num recinto que se espera repleto.

“Será, sem dúvida, um momento de consagração, será um momento de união com uma massa adepta e associativa que nos tem apoiado desde o início da época, num estádio mítico para todos os benfiquistas, no maior palco que temos no futebol português”, afirmou Ivan Baptista em entrevista à agência Lusa. O técnico sublinha a importância do apoio dos adeptos neste momento festivo: “Um dérbi é um dérbi, vamos encará-lo dessa mesma forma para o vencer e esperamos ter as bancadas repletas de benfiquistas, porque isso também traz uma alegria diferente ao jogo”.

Apesar do domínio evidenciado, a temporada não foi isenta de desafios. O início foi algo turbulento, com a perda da Supertaça e um empate inesperado na primeira jornada da Liga. No entanto, Ivan Baptista desvaloriza a questão dos resultados iniciais, focando-se no desempenho da equipa: “Nós não começámos mal do ponto de vista exibicional. A equipa desde o primeiro jogo oficial demonstrou um futebol ofensivo e dominador. Os resultados nesses dois jogos que mencionou não foram aqueles que nós mais desejávamos, é certo”. O técnico, que assumiu a liderança após a saída de Filipa Patão, destaca as dificuldades inerentes a um processo de transição: “Não conheço épocas fáceis, nem anos fáceis no futebol. A verdade é que essa mudança aconteceu, houve aqui uma troca de equipas técnicas, uma troca de treinadores, uma treinadora que ganhou muito por este clube e essa mudança nunca seria fácil. Quem estivesse no meu lugar nunca seria fácil”.

Apesar dos obstáculos e de lesões importantes no plantel, a felicidade da conquista é inegável para Ivan Baptista. “Há um sentimento de uma felicidade muito grande, de fazer parte deste marco histórico. É verdade que é o meu primeiro título, é verdade que destes seis que o Benfica ganhou, estive envolvido apenas neste último (...). É certo que iremos por mais, iremos procurar aumentar já na próxima época, mas há um sentimento de felicidade de poder estar envolvido, poder estar associado a um marco histórico que não é fácil, que não é fácil de alcançar e que, se calhar, tão cedo, nunca ninguém poderá repetir”, revela o treinador, visivelmente orgulhoso. A ambição não se esgota no campeonato nacional. A presença garantida na fase de grupos da Liga dos Campeões é vista como um passo importante para o crescimento do clube: “(...) Olhar em frente na tentativa de fazer melhor no próximo ano, acabámos há dois dias de garantir essa presença numa nova fase de grupos da Liga dos Campeões no próximo ano, também muito felizes por isso, é algo muito importante para o clube e para este grupo de trabalho, e depois sim, a seu tempo, veremos se conseguimos dar esses passos em frente”.

Em relação à prestação europeia desta época, Ivan Baptista reconhece que há margem para melhorias, apesar da dificuldade dos adversários que o Benfica enfrentou: “Este ano é verdade que o sorteio ditou que jogássemos contra as campeãs italianas, contra o campeão em título europeu, contra o campeão espanhol (...). Ainda assim reconhecemos que poderíamos e deveríamos ter feito melhor nessa campanha. São aprendizagens, não é fácil jogar na Liga dos Campeões, não é fácil jogar a este nível, mas sabendo que representando o Benfica sabemos as exigências que temos cá dentro, sabemos aquilo que queremos e para onde queremos ir”. O desejo de alcançar a dobradinha, juntando a Taça de Portugal ao campeonato, é um objetivo claro: “A verdade é que só por uma vez conseguiu juntar a Taça de Portugal à Liga, e isso significa que mesmo num projeto vencedor como o nosso, não é fácil fazer essa dobradinha, por isso estamos muito focados em consegui-la repetir, pela segunda vez, em conseguir juntar essa tão desejada Taça de Portugal ao campeonato”.

A final da Taça de Portugal reservará um embate inédito contra o FC Porto, que milita na II Liga, mas que Ivan Baptista encara com seriedade: “Vamos encontrar uma equipa forte, uma equipa que se preparou claramente para subir de divisão e que chegou, com todo o mérito, à final, depois de eliminar várias equipas da Liga. Não estamos minimamente enganados relativamente ao poderio da equipa adversária, mas temos também que ter as nossas ambições”. O encontro com o amigo e antigo adjunto Daniel Chaves, treinador do FC Porto, será um aditivo extra a esta final: “O futebol tem destas coisas, o futebol é um mundo muito pequeno, longe de imaginar há 13 anos que nos iríamos encontrar em equipas adversárias e novamente numa final da Taça de Portugal, mas isto é futebol, não tenho dúvidas que no momento em que o jogo começar, a amizade não desaparece, mas o respeito, a vontade, a ambição de querermos defender o emblema que carregamos ao peito e nomeadamente, no meu caso, de ajudarmos o Benfica a levantar mais uma vez o troféu, se sobreporá a tudo”.

A entrada do FC Porto na Liga feminina é vista como um contributo para o espetáculo e para a profissionalização da modalidade: “Qualquer clube que traga uma massa adepta, ou um maior volume de massa adepta, ajudará nisso, nessa questão do espetáculo. Acima de tudo, o futebol feminino precisa de clubes sérios, clubes que tentem ajudar na profissionalização do meio, com as jogadoras, com o staff, com as equipas técnicas, e há equipas que não têm essa massa adepta, mas que têm feito um excelente trabalho na Liga”, concluiu Ivan Baptista, perspetivando um futuro promissor para o futebol feminino português.

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