Em antevisão à receção ao Moreirense, José Mourinho abordou temas cruciais para o futuro do Benfica, com destaque para a situação de Nicolás Otamendi e a construção do plantel para a temporada de 2026/27. O treinador encarnado revelou que já entregou documentos a Rui Costa e Mário Branco sobre o assunto, sublinhando o seu envolvimento na planificação a médio prazo do clube.
Sobre o capitão Otamendi, Mourinho foi perentório: “River Plate. Otamendi. Acho que depende só dele, há pessoas que têm o direito de escolher o seu futuro por tudo aquilo que construíram no futebol. O Otamendi é um desses. Fez o seu último jogo pela seleção argentina por decisão sua. Acho que terminará com a seleção depois do Mundial por decisão sua. Seria por decisão sua que iria regressar ao River Plate. Está tudo nas suas mãos. O tipo de rendimento que tem apresentado com pouquíssimas lesões, poucas ausências, dá-nos essa credibilidade de não olhar para o passaporte. É um grande jogador, nada muda de um ano para o outro”, explicou o treinador das águias. Mourinho reforçou ainda: “Eu acho que depende só dele, que há pessoas que têm o direito de escolher o seu futuro por tudo aquilo que construíram no futebol e Otamendi é uma dessas pessoas. Fez o último jogo pela seleção em solo argentino por decisão sua, terminará na seleção depois do Mundial por decisão sua e é por decisão sua que irá regressar à Argentina e ao River ou continuar no Benfica, está tudo nas suas mãos”. O técnico das águias acrescentou: “O rendimento que tem apresentado ao longo da época, com pouquíssimas lesões e ausências, presença sempre regular, dá-lhe essa credibilidade de não olharmos para o passaporte, de esquecermos a idade e olharmos para o rendimento. É um grande jogador e não muda de um ano para o outro a qualidade que ele tem.”
Relativamente ao futuro do plantel, Mourinho reiterou o seu compromisso com o projeto e a sua visão para a equipa, indicando que o seu trabalho já se reflete na composição atual. “Quando cheguei, o plantel não era meu, mas agora é. Estou há sete meses e qualquer coisa cá, agora é meu. Sim, tenho tido reuniões com a estrutura, o presidente e o diretor. Como sempre faço, gosto de me vincular às minhas responsabilidades, faço-as por escrito. Há documentos nas mãos do presidente e do diretor e temos nos reunido com frequência para melhorar o plantel. São ajustamentos para ter alguma coisa mais minha ou, como dizem em Inglaterra, o meu fingerprint. Gosto do plantel. Uma coisa é adaptá-lo a um determinado tipo de personalidade, outra coisa são mudanças radicais. Sou contra isso. Há muita gente que teve evoluções importantes e que me deixam a expectativa de serem ainda melhores.”