O Conselho de Disciplina pronuncia-se sobre a expulsão de José Mourinho, com relatórios do árbitro João Pinheiro e do delegado da Liga a divergirem das imagens televisivas. Esta situação levanta questões sobre a validade da decisão, uma vez que as provas visuais contradizem as descrições dos responsáveis da partida.
Segundo o relatório do árbitro, Mourinho teria agido de forma provocatória ao chutar a bola para a bancada, desencadeando uma altercação. O delegado da Liga, por sua vez, descreve um cenário ligeiramente diferente, onde Mourinho chuta a bola sem visar diretamente o banco adversário. No entanto, as imagens televisivas revelam que Mourinho apenas celebrou junto à linha de meio-campo e chutou a bola para a bancada, sem qualquer indício de intenção provocatória ou de alvejar elementos da equipa adversária.
Apesar das contradições, o Conselho de Disciplina concluiu que a decisão de expulsão se mantém válida, fundamentada nas Leis do Jogo. O Benfica, em resposta, já apresentou um recurso com caráter suspensivo contra o castigo de 11 dias aplicado a José Mourinho após o clássico com o FC Porto, esperando que o treinador possa estar no banco em Arouca. O treinador foi suspenso por um jogo e 11 dias, além de multado em 5.355 euros, devido ao pontapé na bola, após o golo dos encarnados, e à discussão com Lucho González. O clube alega que as imagens das câmaras de televisão mostram que a bola foi chutada para a bancada, sem visar o banco do FC Porto, contrariando a interpretação do árbitro João Pinheiro.