Após a decisão da Entidade Reguladora para a Comunicação Social (ERC) que indeferiu o pedido de licenciamento da Benfica FM, surgem reações fervorosas do clube da Luz. De acordo com José Gandarez, vice-presidente do Benfica, este é um “processo estranho, ilícito, inconstitucional e abusivo”, sugerindo que há uma intenção deliberada de bloquear o projeto. Refletindo sobre a situação, Gandarez questionou: “Não sei o que o Benfica fez de mal, há aqui uma mão invisível que o Benfica não entende.” Este descontentamento sublinha a insatisfação do clube, que considera a decisão da ERC desprovida de respaldo jurídico.
A crítica do Benfica não se limita apenas à decisão em si, mas também à formação da opinião sobre o pluralismo da sua rádio. Segundo Gandarez, “é falso” que a Benfica FM não promova diversidade, comparando o alcance da rádio do clube com outras emissoras de nicho. Ele argumenta que “uma rádio que tem a marca Benfica por trás e de música mais generalista e de cariz informativo-desportivo” possui maior relevância.
Além disso, o Benfica lançou uma contestação formal à ERC, afirmando que a decisão “assenta em errados pressupostos” e causa “consequências negativas a nível financeiro e económico”. No documento, os advogados que representam o clube ressaltam que esta situação estrangula a liberdade de expressão e inibe a inovação no setor. Como concluído na contestação: “O presente processo, e todo o seu trâmite e andamento, vêm evidenciando uma sucessão de circunstâncias que, no mínimo, são invulgares, e, no máximo, abusivas, verificando-se que a ERC excede os seus poderes.” A luta do Benfica pela sua rádio continua, enquanto o clube pondera avanços legais frente a esta complexa situação.