Ian Cathro: “Não faço essa coisa de justo ou injusto” – A análise do treinador do Estoril após mais uma derrota

  1. Estoril perdeu 4º jogo consecutivo na Liga.
  2. Ian Cathro recusa falar de justiça no futebol.
  3. Martin Turk estreou-se na Liga.
  4. Cathro defende "muita calma" para quebrar ciclo.brar ciclo.

Depois de mais uma derrota na Liga, a quarta consecutiva, frente ao Moreirense, o treinador do Estoril, Ian Cathro, abordou o momento da equipa com particular atenção à estabilidade e ao cumprimento dos objetivos. Numa reflexão profunda sobre o desempenho da equipa, o técnico não escondeu o mau momento, mas enfatizou a necessidade de manter a calma e a coesão para dar continuidade ao projeto do clube.

Ian Cathro foi claro na sua análise pós-jogo, recusando-se a entrar em discussões sobre justiça no futebol. “Não faço essa coisa de justo ou injusto, a vida não é justa e o futebol ainda menos. Não fazemos uma grande primeira parte, mas também não fomos a pior equipa do mundo. Faltou alguma dinâmica, não conseguimos criar muito volume. No golo temos a bola à frente da nossa área, errámos, e depois há um daqueles remates… A bola entrou, acontece. Na segunda parte melhorámos, senti verdadeiramente a nossa equipa, a nossa dinâmica e a nossa identidade. O que acontece é que não marcámos, ficou 1-0 e temos de levar com tudo o que isso indica. Ainda não conseguimos o nosso objetivo da época”, afirmou o treinador, perante os jornalistas na sala de imprensa do Parque de Jogos Comendador Joaquim de Almeida Freitas.

O técnico escocês abordou também a questão da rotação no plantel e a importância do ritmo de jogo para o desempenho dos atletas. “Um jogador sente sempre melhor, e consegue tomar decisões mais rápidas, quando tem ritmo e quando vem com mais minutos a jogar. Estamos a falar de jogadores que estão dentro das dinâmicas”, explicou Cathro, sugerindo que a falta de continuidade para alguns jogadores pode afetar a sua performance. Especificamente sobre a estreia de Martin Turk na Liga, Cathro justificou a decisão. “Tivemos uma situação, o Joel sentiu-se mal no dia antes do jogo, surgiu essa oportunidade para o Martin [Turk]. Pela maneira como o Martin trabalha todos os dias, merecia, mas temos o Joel Robles, um jogador e uma pessoa extremamente importante, que tem dado muito à nossa equipa. Por isso, tem sido difícil para o Martin ter esse espaço, tem muito potencial e vamos tentar ajudar”, revelou, demonstrando apoio ao seu guarda-redes.

Relativamente à necessidade de quebrar o ciclo de derrotas, Cathro defendeu uma abordagem mais pragmática e focada no processo. “Não temos que pensar muito em quebrar ciclos. É uma narrativa que é verdade, aconteceu, mas o que temos de fazer como grupo, como equipa e como clube, olhando para o presente e para o futuro, perceber onde, como e por que é que estamos a falhar, o que temos de fazer para não permitir que isto se mantenha como um padrão. Nos últimos quatro jogos não são quatro jogos em que fomos inferiores em todos os momentos. Não conseguimos é ter resultado, mas com muita calma, estabilidade, sabemos muito bem onde queremos chegar, temos de fazer as coisas passo a passo, é um trabalho de muita gente, com tempo”, concluiu, reforçando a confiança no projeto e na capacidade de superação do Estoril para alcançar os objetivos propostos para a presente temporada, diante dos seus adeptos que marcaram presença numa segunda-feira à noite.

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