Incidentes em Campo e nas Bancadas
O clássico entre Benfica e FC Porto, que terminou empatado a duas bolas, foi marcado por uma série de incidentes lamentáveis, dentro e fora do terreno de jogo. Durante o minuto de silêncio em memória do escritor António Lobo Antunes, falecido na quinta-feira, os adeptos do FC Porto, maioritariamente, optaram por insultar o Benfica. A situação levou os adeptos restantes a tentar abafar os cânticos com palmas.
Já nos minutos finais, com o marcador em 2-2, os ânimos exaltaram-se na zona dos bancos de suplentes. Pepê, jogador do FC Porto, foi atingido por um isqueiro, ficando prostrado no relvado. O objeto foi entregue ao quarto árbitro para que a situação fosse devidamente registada no relatório de jogo. O roupeiro do clube, António Moreira, também terá sido atingido por uma pedra. Além disso, no interior do estádio, assistiu-se à queima de adereços do FC Porto, incluindo tarjas e camisolas, com recurso a tochas. Por fim, o autocarro do FC Porto só deixou o Estádio da Luz duas horas depois devido a uma longa conversa do delegado do clube com o mentor da arbitragem.
Tensão antes do jogo e a polémica da revista
Antes da partida, a chegada dos adeptos portistas ao Estádio da Luz foi pautada por momentos de tensão. O FC Porto havia solicitado à Liga, de forma inédita, um acompanhamento mais próximo ao processo de revista para os seus adeptos, motivado por queixas anteriores em deslocações ao recinto encarnado. Essa medida inédita visava registar em vídeo e fotografia todo o processo.
No seguimento disso, uma Assistente de Recinto Desportivo (ARD) foi identificada pela PSP por uma revista considerada abusiva a uma adepta do FC Porto, alegadamente, ao colocar as mãos dentro do sutiã da apoiante. Este incidente, entre outros, será incluído no relatório do delegado da Liga, à imagem de outros episódios como o arremesso de objetos para o campo, e dos cânticos proferidos durante o minuto de silêncio.