O treinador do Sporting abordou a proximidade do clássico entre Benfica e FC Porto, enfatizando a importância de os leões focarem-se no seu próprio desempenho. “Se o Sporting ganhar amanhã, faz o que tem a fazer, que é a sua parte. É isso que tenho dito. Queremos fazer uma segunda volta melhor do que a primeira. E para isso, temos de ganhar amanhã. Mais do que o jogo que existe entre os dois rivais, temos de fazer a nossa parte e perceber a consequência de ganharmos. Se não fizermos a nossa parte, não importa nada aquilo que é o resultado dos outros. Temos de estar no nosso máximo durante todo o jogo”
, afirmou o técnico.
A gestão do plantel perante um calendário apertado em março foi outro dos temas abordados. O treinador mostrou confiança na capacidade da equipa em lidar com a sequência de jogos, mesmo com viagens longas, como a que antecede o jogo em Braga e a deslocação à Noruega para defrontar o Bodo/Glimt. “A equipa está bem. Tivemos uma semana normal e entrámos agora em três ou quatro jogos mais seguidos. Pensamos que, a jogar ao quarto dia, conseguimos ter a equipa verdadeiramente capaz. É nisso que acreditamos muito. Tal como para o Braga e para o Bodo, jogamos ao quarto dia. Claro que há o desgaste da viagem, mas toda a gente está preparada. Tem muito a ver com o momento, com a perceção do momento da equipa, da época. E depois a parte estratégica de cada jogo. Penso que os dias [de descanso] em si não vão mudar em nada aquilo que é o pensamento: queremos muito ganhar amanhã e queremos muito poder ganhar o jogo no Bodo. Queremos muito continuar a marcar a história do Sporting na Champions.”
A ausência de Fotis Ioannidis foi confirmada, o que implica um maior sacrifício para o avançado Luis Suárez. No entanto, o técnico mostrou-se tranquilo quanto à capacidade física do uruguaio, apesar de reconhecer a necessidade de precaução. “Para já, está fora para amanhã”
, disse sobre Ioannidis. Sobre Suárez, acrescentou: “Com a não disponibilidade do Fotis [Ioannidis], acaba-se por sacrificar um bocadinho mais o Luis. Felizmente temos conseguido aliviar esse esforço, recuperá-lo um pouco. É um jogador que felizmente não é muito dado a lesões. É um mouro de trabalho, um 'bicho'. Nesse sentido estamos muito tranquilos. Meter uma velinha para não se aleijar e bater na madeira... Gostávamos muito de ter o Fotis porque achamos que seria importantíssimo nesta fase, até para ter esse equilíbrio no desgaste do Luis. Mas é o que é. Quando não estiver o Luis, alguém vai dar resposta. O Pote está bem, a treinar normal, foi uma questão de gerir. Amanhã poderá ou não jogar de início, logo se verá.”