O Benfica saiu vitorioso do Estádio Cidade de Barcelos, triunfando sobre o Gil Vicente por 1-2. Este resultado permitiu-lhes manter a perseguição aos líderes da I Liga, FC Porto e Sporting. Contudo, o jogo não se resumiu apenas ao resultado, sendo a arbitragem e o futuro de José Mourinho temas de destaque após o apito final.
José Mourinho, no final da partida, expressou a sua opinião sobre um lance crucial: “O lance que antecede o nosso golo é penálti, mas o árbitro não viu e eu aceito porque foi rápido, mas o VAR devia estar a beber um cafezinho porque não viu um penálti claro”. No entanto, o técnico rapidamente se retratou após rever o lance: “Já tive oportunidade de ver outro ângulo do lance que me pareceu penálti e não se confirma. Peço desculpa pelo meu comentário no final do jogo”. Adicionalmente, Mourinho também criticou a arbitragem noutro momento: “Amarelo ao Otamendi foi mal mostrado”.
Para além das questões de arbitragem, o futuro de José Mourinho no Benfica gerou debate. Um sócio do Benfica, Jaime Cancella de Abreu, defendeu a sua continuidade, afirmando: “Todos os projetos desportivos têm a ganhar com a estabilidade”. Cancella de Abreu sublinhou a importância de Mourinho para o clube: “O Benfica tem pago um preço elevado por ter uma grande rotação de treinadores e jogadores, por não estabilizar o seu grupo de trabalho. Mourinho tem qualidade comprovada como treinador, tem experiência para dar e vender, tem muito para dar ao Benfica”. Acrescentou ainda que “Mourinho reúne todas as condições para ser o nosso treinador de projeto” e que “o Benfica precisa de um treinador de projeto”. A terminar, deixou um aviso: “Só vale a pena ter um treinador guerreiro se todo o clube for capaz de o acompanhar – a não ser assim nem vale a pena equacionar a renovação”. O próximo desafio do Benfica será frente ao FC Porto, no Estádio da Luz, um jogo que poderá ser decisivo para as aspirações do clube ao título.