Dahl e Tralhão Analisam Eliminação da Equipa Frente ao Real Madrid

  1. Samuel Dahl: “Marcaram mais do que nós.”
  2. João Tralhão: “A equipa criou o suficiente.”
  3. Courtois foi decisivo para o Real Madrid.
  4. Mourinho esteve em contacto com a equipa técnica.

Após a derrota por 2-1 frente ao Real Madrid, que culminou na eliminação da equipa da competição, Samuel Dahl e o treinador-adjunto João Tralhão partilharam as suas análises e sentimentos na zona mista e na sala de imprensa. Ambos expressaram um misto de frustração pelo resultado e orgulho pela exibição da equipa, realçando a dificuldade de enfrentar um dos gigantes do futebol mundial.

Samuel Dahl, lateral-esquerdo, foi direto na sua análise pós-jogo, afirmando que a equipa não conseguiu ser superior ao adversário: “Marcaram mais do que nós. Defrontámos uma das melhores equipas do mundo. Claro que tínhamos a ambição de ganhar e de seguir em frente na competição e é duro para todos. Estamos tristes por ficar pelo caminho.” Questionado sobre se o resultado seria justo, Dahl mostrou-se hesitante e refletiu sobre as oportunidades perdidas: “Justo, injusto... não sei. São dois jogos, 180 minutos para jogar, tivemos muitas oportunidades para marcar mais, portanto, para já, é-me difícil dizer se é justo ou injusto.” O jogador também enfatizou o esforço da equipa em campo, independentemente do oponente: “Tentámos mostrar a nossa melhor versão, não importa quem está do outro lado.”

João Tralhão, treinador-adjunto, reforçou a ideia de que a equipa criou oportunidades suficientes para outro desfecho, mas esbarrou num guarda-redes inspirado do Real Madrid. “A equipa criou o suficiente, temos de estar orgulhosos da prestação. O golo sofrido contra a corrente não nos retirou personalidade, caráter e mentalidade vencedora. O Real Madrid teve um gigante na baliza que não nos permitiu concretizar”, declarou Tralhão. O treinador-adjunto também abordou a ausência de Mourinho no banco, salientando a perfeita sincronia da equipa técnica: “Não era o que queríamos, ele não queria estar fora. A nossa sincronização foi perfeita, tem sido sempre, antecipando cenários. Agora foi uma situação nova, as decisões pertencem ao treinador, suportadas pelo staff.” Sobre a presença de Prestianni na comitiva, Tralhão esclareceu: “O Prestianni foi convocado com algum propósito; estávamos à espera que o apelo à UEFA valesse uma resposta positiva. Depois era tudo uma decisão técnica. Como não foi despenalizado, não se coloca responder ao resto. O Benfica, no seu timing, responderá sobre isso.”

Numa outra sala de imprensa, Tralhão reiterou a frustração pelo resultado, mas elogiou o caráter da equipa e a capacidade dos adeptos: “Antes de fazer uma análise, gostaria de dizer algo sobre os nossos maravilhosos adeptos. Eles estiveram presentes do início ao fim. Sentimos que criámos o suficiente, acabei de falar com o Mourinho e estamos muito orgulhosos. O resultado é frustrante, mas mantivemos a personalidade e o caráter. Foi decidido nos detalhes. O Real Madrid é uma grande equipa, mas teve um gigante na baliza. Quando enfrentamos adversários do nível do Real Madrid, isso expõe-nos e deixa claro o que temos de corrigir. Há muito mais pontos fortes do que pontos fracos. Temos jogadores maravilhosos que sabem interpretar o que lhes é pedido”. Relativamente à comunicação com Mourinho durante o jogo, Tralhão foi categórico: “A sincronização foi perfeita. Não é uma situação ideal, não queria estar de fora. É injusto, como dissemos ontem. Antecipámos isso, embora seja uma situação nova. As decisões são sempre do treinador, mas sempre apoiadas pela equipa técnica. Não era uma questão pessoal, não estou a representar o João Tralhão, mas sim o Benfica. Não a vivi de forma diferente dos outros jogos. O líder é Mourinho. Trabalhamos muito bem, ele é um dos melhores treinadores da história.” Questionado sobre a presença de Richard Ríos no onze inicial, o adjunto justificou a escolha e elogiou o jogador: “Sabíamos que ter mais um jogador no interior nos daria vantagem. É um grande jogador, joga muito bem em qualquer posição. Fez um grande jogo. Em alguns momentos, sentimos que a sua adaptação precisava de ser corrigida, como é normal. Criou oportunidades e o balanço que fazemos é muito positivo”. Por fim, Tralhão minimizou o impacto das substituições e a ausência de Mbappé no Real Madrid: “Qualquer jogador que entra tem um ritmo muito difícil de acompanhar. O Madrid conseguiu sair rápido. O ritmo era muito alto. Tentámos manter essa solidez. Não é uma questão dos jogadores do banco.” E sobre Mbappé: “É um grande jogador. Tem muita influência, mas não é completamente decisivo. O Madrid tem um grande plantel. A sua ausência não se fez sentir tanto porque têm jogadores muito bons. Destacaria o Vinicius. Marca o golo decisivo e tira-nos da eliminatória. Também o Courtois, que foi um gigante e teve um papel mais importante.” O local onde Mourinho assistiu ao jogo não foi revelado por Tralhão, que apenas confirmou o contacto pós-jogo: “Não é importante saber onde Mourinho viu o jogo. Falei com ele, foi a primeira coisa que fiz depois do jogo. Partilhamos o mesmo sentimento porque queríamos sair com a vitória. Ele teria gostado de estar presente, era um jogo especial. Temos isso claro.”

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