As Origens Humildes de Samuel Soares e Vangelis Pavlidis

  1. Samuel Soares, 23 anos, jogava futebol na rua
  2. Vangelis Pavlidis, 28 golos esta época, jogava futebol em parques
  3. Soares: “Não tínhamos balizas, metíamos duas pedras”
  4. Pavlidis: “Colocávamos uma mochila para fazer de baliza”

As histórias de infância de Samuel Soares, guarda-redes, e Vangelis Pavlidis, avançado, revelam um percurso comum que começou nas ruas e em campos improvisados. Ambos os jogadores, agora em grandes palcos do futebol, partilham memórias de como a paixão pelo futebol nasceu e cresceu em ambientes onde a criatividade e a resiliência eram a chave.

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Samuel Soares, atualmente com 23 anos, recorda os seus primeiros tempos a jogar na rua, onde a falta de infraestruturas era compensada pela imaginação. “Não tínhamos balizas, metíamos duas pedras de cada lado. Eram as nossas minibalizas. Os miúdos do meu bairro, hoje, até improvisaram e usam o caixote do lixo como baliza, nós não pensámos nisso na altura, eles foram mais inteligentes”, contou o guarda-redes. Soares revela ainda que, de início, não era guarda-redes. “A jogar com os meus amigos não poderia haver um guarda-redes fixo, não poderia estar sempre lá alguém [na baliza], senão era difícil marcar. Mas gostava mais de jogar à frente”, disse. Esta experiência de rua deixou-lhe marcas, transportando para o campo profissional algumas manhas que, por vezes, surpreendem. “Não deveria fazê-lo, mas às vezes sai de improviso uma finta ou outra ao avançado”, justificou. Para Soares, “É um clube do povo e representar o povo e os milhares de adeptos à volta do mundo é sempre um orgulho”, rematou o guarda-redes sobre o orgulho de representar o Benfica.

Vangelis Pavlidis, o melhor marcador do Benfica com 28 golos esta época, também partilhou as suas memórias de infância, marcadas pela paixão de jogar futebol em qualquer lado. “Era um parque ao lado da minha casa e não havia campo, nada. Colocávamos uma mochila para fazer de baliza e do outro lado havia apenas uma parede. Jogávamos lá com amigos e imaginávamos que estávamos a jogar na Liga dos Campeões ou noutros grandes jogos, tal como todas as crianças”, revelou Pavlidis sobre os seus inícios. O avançado grego descreve ainda a emoção única que sentia ao jogar com os amigos. “Esse é o sonho, de quem começa ali e agora pode jogar em estádios como a Luz. É diferente, a emoção é diferente, o ambiente é diferente. É um sonho que escolhemos quando temos oito ou nove anos. E agora podes senti-lo, podes ter essa sensação, sentes a adrenalina na mente. Lembro-me de jogar com amigos e de ter apenas a sensação de que queria ganhar ao meu melhor amigo”, afirmou. As condições precárias dos “pelados” onde jogava resultavam em ferimentos constantes. “Voltava para casa e estava com os joelhos esfolados. Era a única coisa que tinha na cabeça, a minha mãe a gritar comigo porque já estava cheio de sangue, porque não tínhamos um campo para jogar. Mas essa era a alegria que tínhamos naquela altura, não tínhamos mais nada em que pensar. Apenas aproveitar a vida e jogar futebol com os amigos e não importava como terminava, mas é divertido lembrar-me desses dias porque eram especiais”, concluiu Pavlidis, sublinhando que essas experiências moldaram o jogador que é hoje.

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