Casos de racismo no futebol: da acusação de Prestianni a Vinícius Júnior às condenações judiciais

  1. Prestianni acusado de racismo
  2. UEFA investiga caso Prestianni-Vinícius
  3. Adepto condenado em 2025
  4. FIFA defende derrota automática

Os alegados insultos de Gianluca Prestianni, do Benfica, a Vinícius Júnior, do Real Madrid, durante a derrota encarnada na primeira mão do playoff da Liga dos Campeões, na terça-feira, constituem o mais recente capítulo de uma preocupante série de eventos racistas e discriminatórios no futebol. Vinícius, que já foi alvo de vários casos polémicos desde a sua chegada aos merengues em 2018, recebeu um cartão amarelo pelos festejos do golo e teve uma altercação com Prestianni, que o acusa de ter proferido alegados insultos racistas. Esta versão, contudo, é desmentida pelo extremo argentino do Benfica. O árbitro francês François Letexier chegou a interromper o encontro e acionou o protocolo antirracismo, retomando a ação quase 10 minutos depois.

A gravidade da situação levou a UEFA a nomear um inspetor de ética e disciplina para investigar o caso, prevendo-se a audição dos dois jogadores nos próximos dias. “O Benfica reiterou total confiança na versão do argentino, sobre o qual considerou haver uma “campanha de difamação”, e garantiu “total espírito de colaboração” com a UEFA”, indicando a postura do clube face às acusações. Este incidente recente insere-se num contexto mais alargado de luta contra o racismo no desporto. Em 17 de fevereiro de 2026, por exemplo, “O avançado brasileiro Vinícius Júnior alega ter sido chamado de “macaco” pelo argentino Gianluca Prestianni, logo após ter marcado o golo da vitória dos espanhóis do Real Madrid na visita ao Benfica (1-0), para a primeira mão do play-off de acesso aos oitavos de final da Liga dos Campeões. O jogo esteve parado e retomou ao fim de quase 10 minutos, com o dianteiro encarnado a negar as acusações”.

As sanções e condenações judiciais têm-se intensificado como resposta a estes atos. Um exemplo claro ocorreu a 3 de setembro de 2025, quando “Um adepto do Espanyol é condenado a um ano de prisão por gritos e gestos racistas a Iñaki Williams, do Athletic Bilbao, em janeiro de 2020, num encontro da 21.ª jornada da Liga espanhola (1-1), sendo ainda multado em 1.086 euros e proibido de aceder a recintos desportivos por dois anos”. Mais recentemente, a 16 de junho de 2025, “Quatro membros de um grupo ultra do Atlético de Madrid são condenados por terem pendurado um boneco insuflável com a camisola de Vinícius Júnior no exterior do centro de treinos do Real Madrid, em janeiro de 2023”. Estas condenações demonstram uma crescente intolerância judicial face a comportamentos racistas, visando coibir tais práticas nos estádios e seus arredores. A 21 de maio de 2025, “Cinco pessoas são condenadas a um ano de prisão por insultarem Vinícius Júnior na derrota caseira do Valladolid perante o Real Madrid (2-0), em dezembro de 2022, para a 15.ª jornada da Liga espanhola”.

A luta contra o racismo não se limita a incidentes em campo ou condenações. A 15 de setembro de 2024, “O Paris Saint-Germain condena os abusos raciais recebidos pelo defesa esquerdo internacional português Nuno Mendes nas redes sociais depois da vitória caseira sobre o Brest (3-1), na quarta jornada da Liga francesa”. A 20 de janeiro de 2024, “Os jogadores do AC Milan deixam o campo durante a vitória na visita à Udinese (3-2), na 21.ª jornada da Liga italiana, em solidariedade com Mike Maignan, alvo de abusos dos adeptos da equipa adversária”. A tomada de posição por parte dos jogadores e clubes, abandonando o campo como forma de protesto, evidencia a insatisfação e a necessidade de medidas mais eficazes. “Após o incidente, o presidente da FIFA, o ítalo-suíço Gianni Infantino, condenou esse episódio, bem como outro a envolver Kasey Palmer, dos ingleses do Coventry, e defendeu a “derrota automática” para os clubes dos adeptos autores de ofensas”, sublinhando a gravidade e o impacto que tais atos têm no desporto.

Por outro lado, houve também casos de absolvição, o que demonstra a complexidade da prova e a dificuldade em estabelecer responsabilidades. A 27 de março de 2025, “O Nacional é absolvido pelo Conselho de Disciplina (CD) da Federação Portuguesa de Futebol (FPF) de alegadas práticas raciais na receção ao Estoril Praia (2-2), em fevereiro, na 22.ª jornada da I Liga”. Da mesma forma, a 15 de fevereiro de 2024, “O Tribunal Arbitral do Desporto (TAD) revoga o castigo de dois jogos à porta fechada e 33.470 euros de multa ao Farense por racismo no empate caseiro diante do Académico de Viseu (2-2), em agosto de 2022, na terceira jornada da II Liga portuguesa de futebol”. Estes casos, embora não minimizem a ocorrência de racismo, evidenciam os desafios legais na sua comprovação e punição. No entanto, a “10 de junho de 2024: Três adeptos do Valencia são condenados a oito meses de prisão e dois anos de interdição de acesso a estádios por insultos a Vinícius Júnior na vitória caseira sobre o Real Madrid (1-0), em maio de 2023”. Este veredicto demonstra que o sistema judicial está a responder, mesmo que nem todos os casos resultem em condenações. A 17 de julho de 2024, “Uma pessoa é condenada a oito meses de prisão por insultos racistas a Vinícius Júnior e Antonio Rüdiger, colega de equipa do avançado brasileiro no Real Madrid, na secção de comentários do jornal desportivo espanhol Marca”.

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