Guga Rodrigues: Desafios e Conquistas no Futebol

  1. Guga começou no Beijing Guoan
  2. Amizade com Pedro Gonçalves
  3. Melhor jogador da II Liga
  4. Conquistou a Taça da China

A primeira vez que Guga Rodrigues vestiu a camisola do Beijing Guoan, entrou para um mundo de desafios e conquistas, aprendendo muito ao longo do caminho. A sua trajetória, marcada por passagens em clubes como o Benfica, Famalicão e Rio Ave, foi refletida na conversa que teve com o Maisfutebol, onde ele recordou as suas experiências e ensinamentos.

Guga, que é originalmente de Almancil, tem uma forte conexão com a sua formação no Benfica. Durante a entrevista, revelou: “Renato Paiva. É com quem mantenho contacto e com quem trabalhei mais anos. Foi um treinador com o qual sempre me identifiquei.” Este vínculo com Paiva durou e, ao questioná-lo sobre a falta de afirmação do treinador na Liga, Guga comentou: “Gostaria de vê-lo numa equipa da Liga, acredito que atualmente seja mais complicado pela vertente financeira, até porque tem currículo no Brasil e no México. Mas teria sucesso por cá.”

Experiência no Famalicão

O Famalicão, onde Guga passou uma etapa significativa da sua carreira, foi um ponto de viragem para muitos jogadores. “O Famalicão capta jogadores com enorme potencial que não são devidamente aproveitados ou que atravessam uma fase menos boa, proporcionando as condições para atingirem a máxima capacidade,” explicou. O algarvio compartilhou que a sua amizade com Pedro Gonçalves, conhecido como Pote, floresceu na equipe: “Dei-me muito bem com o Pote, tanto fora como dentro de campo, e ainda mantemos contacto. Já tive alguns colegas 'chatos', mas ele é o mais 'pica-miolos' para os adversários.”

Memórias do Rio Ave

No que diz respeito à sua experiência no Rio Ave, onde trabalhou com figuras como Tarantini e Ukra, o jogador enfatizou a importância do balneário. “Excetuando o Benfica, foi a primeira vez que encontrei um balneário com pesos pesados, como Carlos Mané, Fábio Coentrão e Tarantini, o que me deu experiência, até no treino. O Ukra conheci na segunda época, quando conquistámos a II Liga. Foi uma das melhores pessoas que conheci no futebol, faz falta em todos os balneários. Foi muito bom poder trabalhar com ele.”

Guga fez uma análise atenta do impacto de Tarantini, afirmando: “A capacidade de antever os desfechos, dentro e fora do campo. Só convivemos durante seis meses, mas ele sempre deu a sua opinião, independentemente do assunto. A carreira do Tarantini fala por si só, foram muitos anos como capitão do Rio Ave na Liga e com jogos nas competições europeias.” Isso realçou a importância da experiência no desenvolvimento dos jogadores.

O Ano na II Liga

Um dos pontos altos de sua carreira foi a decisão de permanecer no Rio Ave após a descida à II Liga, onde se destacou. “Quando o mister chegou ao Rio Ave, eu queria sair e continuar na Liga. Mas ele disse que via muito potencial em mim e que faria de tudo para me manter no clube, até porque o projeto seria construído à minha volta. Acabou por acontecer e foi um ano espetacular. Fui o melhor jogador da II Liga e o Rio Ave conquistou o campeonato,” relatou.

A Experiência na China

A experiência na China trouxe novas aprendizagens e reflexões. Guga descreveu a diferença emocional entre os povos, ao comentar sobre a celebração da Taça da China: “Conquistámos a Taça da China pela primeira vez desde 2018, mas festejámos no relvado e acabou. Terminou ali. Num país como Portugal teria outro tipo de celebrações. Acabei por me habituar.” Essa adaptação foi um dos pontos principais de sua estadia no país.

Olhos no Futuro

Por fim, Guga expressou seu desejo de voltar à Liga Portuguesa, “A escolha vai ter em conta a vida familiar, mas vou continuar a procurar um clube que dê estabilidade financeira e pessoal.” Ele mantém fortes laços com Portugal e, apesar das experiências valorizadas na China, tem saudades de Vila do Conde, onde se sentiu em casa. “Adoro o Norte e Vila do Conde, tanto que tenho uma casa lá,” concluiu enquanto reflete sobre o futuro.

A jornada de Guga simboliza a resiliência de um atleta que aprendeu a transformar desafios em conquistas, financiando não apenas a sua carreira, mas também a sua vida pessoal. Atualmente, à espera de novas oportunidades, Guga exemplifica como o futebol é mais do que apenas um jogo.