Não obstante as entradas a custo zero
e os empréstimos, o FC Porto desembolsou um total de 770 mil euros em comissões de intermediação e gestão durante a recente janela de transferências de inverno. Os valores foram tornados públicos através do Portal da Transparência do clube. Este montante reflete os custos associados a várias operações, nomeadamente a contratação de jogadores e a gestão de empréstimos, mesmo em situações onde não houve pagamento direto pelo passe do atleta, destacando a complexidade financeira envolvida nas movimentações de mercado. O valor sublinha que, mesmo transações aparentemente sem custo, podem gerar despesas significativas para os clubes. Esta situação evidencia a importância dos agentes e intermediários no futebol moderno, cujos serviços vêm acompanhados de custos consideráveis, afetando o orçamento dos clubes além dos valores das transferências propriamente ditas. Assim, o Portal da Transparência permite que os adeptos tenham uma maior perceção dos custos inerentes às contratações e empréstimos realizados, promovendo a clareza e a fiscalização.
A maior fatia deste valor, 440 mil euros, foi direcionada para a contratação do jovem Oskar Pietuszewski. Deste montante, 400 mil euros foram pagos ao agente Mariuz Pierkasrski, correspondentes a uma percentagem de 5% do valor do negócio, enquanto os restantes 40 mil euros foram destinados a comissões de gestão. Este investimento avultado num jovem talento sublinha a aposta do clube em promessas futuras, mas também a relevância dos custos associados à intermediação nestas aquisições. Por um lado, o pagamento demonstra a complexidade das operações de mercado e a importância da gestão adequada destes processos. Por outro lado, a justificação do investimento em formações para o futuro pode levar a questionar a proporção dos montantes pagos em relação ao valor total da transferência.
As restantes entradas também geraram custos consideráveis. A chegada de Thiago Silva, embora sem custo de aquisição, implicou uma despesa de 180 mil euros em comissões de gestão. Da mesma forma, o empréstimo de Terem Moffi teve custos de gestão associados no valor de 150 mil euros. A única exceção notável foi o empréstimo de Fofana, cedido pelo Rennes sem qualquer custo adicional para os dragões, já que não houve opção de compra envolvida. Curiosamente, no que diz respeito às saídas, o FC Porto não registou quaisquer custos, seja nas transferências definitivas de André Franco, Gil Martins, Mamadu Queta e Rui Monteiro, seja nos empréstimos de Ángel Alarcón, Dennis Konney, Gabriel Veron, Kotaro Nagata, Eustáquio e Tomás Pérez, apresentando um contraste significativo em relação às despesas incorridas com as entradas.