Após a recente derrota por 1-0 no Estádio do Dragão, no duelo contra o FC Porto, José Mourinho, treinador do Benfica, abordou a necessidade de motivação da sua equipa. “Sim. É Benfica, sou eu, é fácil motivar. Não temos nenhum tipo de problema a esse nível. Quem joga no Benfica tem de dar sempre [tudo].”
A confiança de Mourinho na capacidade de entrega dos seus jogadores é clara, mesmo face a adversidades e ausências no plantel: “Há sempre coisas para jogar, objetivos para atingir. O objetivo é ganhar o próximo jogo. Mais do que sou enquanto treinador, o que sou enquanto pessoa… desistir nunca.”
A dificuldade da tarefa à frente dele é real, especialmente considerando os jogos pesados que se aproximam. O próximo desafio é contra o Rio Ave, uma equipa que, segundo Mourinho, representa um confronto complicado, dado o cansaço da equipa após o jogo no Dragão. “Jogar aqui da maneira e ao ritmo que jogámos, contra uma equipa que exige muito fisicamente, ir para Lisboa e voltar daqui a 48 horas, contra um Rio Ave fresco… seguramente será difícil.”
Escolha de jogadores e lesões
Um dos pontos de reflexão do treinador foi a escolha de jogadores para aquela partida. Mourinho explicou por que não colocou o jogador Enzo em campo, acreditando que, para a situação do jogo, era mais acertado o desempenho de Sudakov. “Apesar do Enzo não treinar há alguns dias, a lesão ainda existe, ele disponibilizou-se para vir à luta e, se o jogo o exigisse, ele entraria, mas nós tínhamos bola e o jogo exigia mais Sudakov do que Enzo. O Sudakov teve situações entre linhas em que podia ter sido mais decisivo e não foi.”
Mourinho também falou sobre as ausências no plantel, destacando a importância da lesão de Ríos. “A lesão do Ríos é importante, um jogador com a sua mentalidade encara a lesão de uma maneira diferente. Ríos é o tipo de jogador que não vai pensar no futuro, vai pensar em ajudar a equipa quando ela mais precisa e a equipa precisa muito nos próximos dias. Não quer dizer que jogue contra o Rio Ave, isso seria sobre-humano.”
Reflexão sobre a partida
Refletindo sobre a partida em si, o treinador considerou que a equipa criou oportunidades suficientes para um resultado diferente. “Sim. Não é fácil jogar contra o FC Porto no Dragão e, principalmente, fazê-lo da maneira como fizemos. Merecíamos mais. O golo falhado ao minuto 90 é elucidativo do que estou a dizer. Não tivemos problemas no jogo, controlámos bem com todas as ausências, com substituições forçadas… os rapazes estiveram muito bem. Faltou o golo, que podíamos ter feito, sem dez oportunidades de golo, mas as suficientes para ter um resultado diferente.”
Foco na vitória
Consciente de que cada jogo é uma peça no puzzle de competições que a equipa pode ganhar, Mourinho afirmou que a equipa deve focar-se na vitória a cada oportunidade. “Ganhar é o mais importante, eu continuo a dizer que ganhar é o importante, não interessa como. O FC Porto ganhou, não interessa como. Parabéns e um abraço aos meus jogadores, a quem não tenho nada a apontar.”
Com essas declarações, Mourinho não só mostra a sua visão estratégica e emocional para a equipa, mas também coloca-se como um líder resiliente, pronto para desafiar as adversidades e levar o Benfica a novas vitórias.