A Sociedade Anónima Desportiva (SAD) do Benfica registou um lucro líquido de 40,3 milhões de euros no primeiro semestre da temporada 2024/25, mais do dobro do que no mesmo período da época anterior. Este resultado representa o segundo melhor primeiro semestre da história da SAD benfiquista, ficando apenas atrás do exercício de 2019/20, quando a venda de João Félix ao Atlético de Madrid injetou 104,2 milhões de euros nos cofres do clube.
O bom desempenho financeiro da SAD do Benfica no último semestre deveu-se, sobretudo, ao mercado de transferências realizado durante o último verão, no qual a sociedade encarnada registou 104,1 milhões de euros em receitas com negociações de jogadores - um aumento de 52,4% face ao período homólogo. As principais vendas foram as de João Neves (€59,9M + €10M) para o PSG, Marcos Leonardo (€40M) para o Al-Hilal, David Neres (€28M + €2M) e Morato (€11M + €6M) para o Nottingham Forest.
Receitas operacionais e prémios da UEFA
Além dos encaixes com as transações de atletas, a SAD do Benfica também viu as suas receitas operacionais (excluindo vendas de jogadores) atingirem 105,7 milhões de euros, uma queda residual de apenas 700 mil euros face ao primeiro semestre da época anterior. Neste capítulo, destacam-se os 20,2 milhões de euros em receitas de Matchday, o melhor registo de sempre num primeiro semestre, e os 19,5 milhões de euros em receitas comerciais, que incluem os valores de patrocínio.
Outro dado relevante prende-se com os prémios da UEFA referentes à participação do Benfica na Liga dos Campeões. Até dezembro de 2024, a SAD encarnada encaixou 39,7 milhões de euros, menos 8,5% do que no período homólogo da época transata. No entanto, a equipa de Bruno Lage garantiu a presença nos oitavos de final da competição europeia, o que significa que os encarnados irão encaixar um valor mínimo de 71,8 milhões de euros na presente campanha (com 32,1 milhões de euros a serem reconhecidos apenas nos meses de janeiro e fevereiro de 2025).
Despesas e situação financeira
Do lado das despesas, a SAD do Benfica registou um aumento de 2,7% nos gastos operacionais, atingindo 142,9 milhões de euros no primeiro semestre. Este valor inclui 10 milhões de euros em indemnizações pagas a Roger Schmidt, o treinador alemão despedido em setembro do ano passado. Excluindo esta verba pontual, os gastos com pessoal teriam sido 14,2% inferiores, situando-se nos 57,5 milhões de euros.
No geral, a SAD do Benfica conseguiu melhorar significativamente a sua situação financeira no primeiro semestre da época 2024/25. O ativo da sociedade aumentou 5,2% para 594,5 milhões de euros, enquanto o passivo decresceu 2,3% para 472,3 milhões de euros. Consequentemente, o capital próprio da SAD benfiquista atingiu 122,8 milhões de euros, um aumento de 49,9% face ao período homólogo anterior.