VAR: CA da FPF propõe alargamento e agravamento de multas

  1. CA da FPF defende alargamento do VAR
  2. Luciano Gonçalves: processo gradual de melhoria
  3. Tiago Martins: VAR deve intervir rapidamente
  4. APAF defende agravamento das punições

O Conselho de Arbitragem (CA) da Federação Portuguesa de Futebol (FPF), liderado por Luciano Gonçalves, defende o alargamento do âmbito de intervenção do videoárbitro (VAR) a situações como pontapés de canto mal assinalados. Esta posição está alinhada com o International Football Association Board (IFAB), o organismo responsável pelas leis do futebol, que também apoia uma maior abrangência do VAR. Gonçalves sublinhou o processo gradual de melhoria do protocolo: — “Devemos valorizar os passos que têm sido dados para melhorar o protocolo. Já foi dado um primeiro passo na sua abertura, permitindo tornar mais transparente o funcionamento do VAR, cujo objetivo é ajudar cada vez mais o árbitro. Agora é preciso continuar esse processo de forma estruturada para que, a curto ou médio prazo, isso possa ser uma realidade em Portugal e também a nível internacional”.

O líder do CA destaca a importância de continuar o aprimoramento do sistema VAR para garantir uma maior verdade desportiva, sem esquecer a necessidade de coordenação com outras entidades. Em relação à entrada em vigor de possíveis alterações já na próxima temporada, Gonçalves salientou que — “Temos de aguardar para perceber qual será o entendimento da Liga Portuguesa de Futebol Profissional e da FPF. Neste momento, importa valorizar a abertura de um protocolo que esteve fechado durante muitos anos”. O videoárbitro Tiago Martins também se mostrou favorável a este alargamento, ecoando a proposta do Sporting em Assembleia Geral da Liga, mas com uma ressalva importante: — “Tudo o que seja benéfico para trazer mais verdade desportiva sem afetar o espetáculo é positivo. A possibilidade de corrigir pontapés de canto mal assinalados será boa para o futebol, desde que o videoárbitro consiga intervir de forma rápida”.

Outro ponto em discussão é o agravamento das multas por “lesão da honra e reputação, injúrias e protestos à equipa de arbitragem”. Luciano Gonçalves vê nisto uma oportunidade para proteger o desporto: — “Temos de aproveitar todas as oportunidades para proteger o futebol. Se o caminho passa por penas mais punitivas para salvaguardar o jogo, então deve ser esse o caminho seguido por todas as entidades responsáveis. A FPF já deu alguns passos nesse sentido e está à procura de soluções, porque esse é um objetivo que não diz respeito apenas aos árbitros, mas à proteção do futebol no seu todo”. Tiago Martins, por sua vez, reforça a consonância com a Associação Portuguesa de Árbitros de Futebol (APAF), que já havia defendido publicamente o agravamento das punições, ao recordar que — “A APAF já defendeu publicamente um agravamento das punições aplicadas aos agentes desportivos quando, através das redes sociais ou de declarações públicas, adotam comportamentos que promovem a violência verbal e prejudicam a credibilidade do futebol”.

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