Varandas critica atitude da equipa na final da Taça de Portugal e exige mais ambição

  1. Sporting perdeu a final da Taça de Portugal.
  2. Varandas critica falta de atitude da equipa.
  3. Presidente exige mais ambição dos jogadores.
  4. Rui Borges mantém-se como treinador.

Frederico Varandas, presidente do Sporting, fez esta quarta-feira um balanço da época desportiva, no Estádio Universitário, em Lisboa, e não poupou nas críticas à atitude da equipa na final da Taça de Portugal, perdida para o Torreense.

“O Sporting perde aquela final por cansaço, por ausência de jogadores, incapacidade tática ou técnica? Não. Perde aquela final porque não competiu, não teve a atitude de quem quer ganhar um título nacional”, afirmou Varandas, sublinhando que “o Sporting perde porque não competiu e não teve a atitude de quem quer ganhar um troféu”. O presidente verde e branco exige mais dos seus atletas: “Eu quero, de forma geral, ser justo. Aquele grupo de jogadores já ganhou muito, mas o Sporting quer ter um grupo que queira continuar a ganhar muito. O Sporting respeita e quer que os jogadores tenham como objetivo ganhar a Champions, participar no Mundial com as suas seleções, mas também exige que os seus jogadores tenham essa ambição e empenho em ganhar e em jogar competições internas, nomeadamente com equipas de escalão inferior. Para terminar: eu percebo que o jogador tenha objetivos pessoais, como participar no Mundial, representar as seleções, fazer grandes campanhas europeias, eu respeito isso, mas o objetivo principal de um jogador do Sporting é ganhar títulos pelo Sporting, entidade patronal que lhe paga o salário. Se a motivação não for a mesma, esse jogador não terá espaço no Sporting.” Varandas reforçou o tipo de jogadores que o clube pretende ter: “O Sporting quer ter um grupo que queira continuar a ganhar muito. Queremos jogadores que queiram jogar a Champions e o Mundial, mas que tenham a mesma ambição e empenho em jogar competições internas, nomeadamente contra equipas de escalões inferiores”, referiu antes de deixar um aviso claro: “Eu aceito e gosto que um jogador tenha os seus objetivos pessoais. Mas um jogador do Sporting tem como obrigação ter como objetivo principal ganhar títulos no Sporting. Além dos objetivos pessoais que possam ter, de representar as seleções, neste caso num Mundial, o principal foco tem de ser ganhar pela entidade que lhe paga o ordenado.”

Apesar das críticas à performance na Taça, Varandas dividiu o balanço da temporada em duas fases. “Penso que o balanço tem de ser feito em duas fases: aquela que vai do início do campeonato até à final de domingo. E a outra, a final de domingo. Nessa primeira fase, o que o Sporting fez foi uma época positiva, chegou a todas as decisões”, começou por dizer. O presidente leonino considerou a primeira fase como “muito positiva”, embora sem o título. “O balanço da época tem de ser feito em duas fases, o início do campeonato até à final de domingo e, depois, a final de domingo. Sobre a primeira fase deste balanço, considero que o Sporting fez uma época muito positiva. Chegou a todas as decisões, no campeonato não conseguiu o objetivo principal de ser campeão, terminou no segundo lugar com os mesmos 82 pontos da época anterior, em que foi campeão.” Destaque para a campanha europeia, a melhor de sempre do clube na Liga dos Campeões. “Fez a melhor campanha na Champions da sua história, contra grandes equipas europeias. Basta recordar os três grandes jogos contra os finalistas [ndr: um contra o PSG e dois contra o Arsenal]. Por isso, o Sporting atingiu todas as decisões, mas ao contrário da época passada, agora não conquistámos títulos. Ficou, para mim, atingido o objetivo mínimo do segundo lugar, com acesso direto à Champions. E digo objetivo mínimo na visão do adepto. Mas é, para o Conselho Diretivo e Administração do Sporting, um objetivo de grande importância, pois permite continuar na Champions. Nas últimas sete épocas, são cinco na Champions e essa participação permite ao Sporting ter capacidade financeira para continuar a fazer crescer o clube, estar nas decisões e conquistar títulos. Até 2018, podíamos dizer que o Sporting era um clube de Liga Europa e agora é de Champions.” Varandas assegurou ainda a continuidade de Rui Borges no comando técnico da equipa. “A coisa mais importante para um clube é a maneira como o seu presidente reage, mais na derrota do que na vitória. Desde domingo até hoje, vi Rui Borges fragilizado e pressionado, mas onde? Nas capas de jornais, nas redes sociais, pseudo-notáveis… eu gostaria de dizer que todas essas variáveis contam zero para a decisão do Sporting.” E reforçou a sua posição: “Rui Borges é treinador do Sporting, no ano passado, enquanto dirigiu a equipa, levou-a a todas as decisões e ganhou. Este ano levou novamente a equipa às decisões e não ganhou. Rui Borges é o nosso treinador.”

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