Villas-Boas e Rosário reagem à vitória do Torreense na Taça de Portugal e ambicionam a I Liga

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André Villas-Boas não esteve envolvido na final da Taça de Portugal, mas não deixou de comentar a surpreendente conquista do Torreense contra o Sporting, durante o Festival ECO. O presidente do FC Porto expressou a sua surpresa e enalteceu o feito do clube de Torres Vedras. “Não estive envolvido na final da Taça de Portugal. Tenho pouco a dizer, foi uma surpresa. É o espetáculo do futebol que deve ser engrandecido. Parabéns ao Torreense, é um feito inédito — já o tinha feito o ano passado, com toda a surpresa, contra o Benfica, no feminino. Muitos parabéns a toda a estrutura, é um grande feito que marca a história da Taça de Portugal”, afirmou Villas-Boas, acrescentando uma pitada de provocação ao rival: “O Sporting estará frustrado por não ter conseguido obter o resultado que queria, mas isso não tem nada a ver comigo, sou presidente do FC Porto”.

Apesar da euforia da Taça de Portugal, o foco do Torreense já está na luta pela subida à I Liga. Rosário, o goleador do Torreense na última aparição no principal campeonato português de futebol, acredita que a humildade e a entreajuda vistas na final da Taça de Portugal podem ser a chave para o regresso ao escalão principal. “Acredito que o Torreense pode ganhar em casa do Casa Pia. Pela entreajuda e humildade que vi na final da Taça de Portugal, acredito que vai subir. Aquela cidade merece a I Liga”, disse à Lusa o técnico de 61 anos. O ex-jogador e atual treinador congratulou o emblema de Torres Vedras por “estar a colher os frutos do trabalho que está a fazer”, frisando que a equipa treinada por Luís Tralhão pode vencer no terreno do Casa Pia, na segunda mão do play-off de acesso à I Liga.

Rosário, que marcou 11 golos na época 1991/92, lamenta uma lesão no perónio que o impediu de alinhar nas derradeiras cinco jornadas daquele campeonato. Ainda que se assuma sportinguista, o ex-futebolista do Torreense, Vitória de Setúbal e Boavista apoiou, no domingo, o clube que representou entre as temporadas 1987/88 e 1992/93, e admite que ficou emocionado com o apoio recebido no Jamor. “Foram as minhas duas equipas à final, mas o Torreense abriu-me as portas para ser profissional. Estará sempre no meu ‘coração’. Vibrei muito. Ver aquela gente toda foi espetacular. A cidade é fantástica. Só tenho de agradecer tudo o que fizeram por mim. Torci pelo Torreense, e as coisas correram bem”, confessou. O Torreense conta seis presenças no principal escalão do futebol nacional, tendo sido despromovido nas três últimas, 1991/92, 1964/65 e 1958/59, esta última após três temporadas seguidas entre os ‘grandes’. Este domingo, o Torreense tornou-se a primeira equipa de um escalão secundário a vencer a prova ‘rainha’, após derrotar o Sporting por 2-1, após prolongamento. Rosário considera injusto que a final no Estádio Nacional se tenha disputado a meio do play-off, após o ‘nulo’ da primeira mão, em Torres Vedras, em 20 de maio, deixando a equipa “mais desgastada do que o Casa Pia”, embora tivesse sido superior no primeiro embate. Com a Taça de Portugal no currículo, a aposta do Torreense passa agora por concretizar o sonho da I Liga, um objetivo que Rosário considera alcançável com a mesma dedicação e espírito de equipa que os levou à glória no Jamor. A torcida do clube acredita que o momento é agora para um regresso triunfal à primeira divisão do futebol português.

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