A final da Taça de Portugal aproxima-se e os preparativos estão em alerta máximo
para Rui Borges, o treinador do Sporting. Ele abordou a forma como vai defrontar o Torreense e as dificuldades que o adversário vai apresentar, afirmando veementemente o seu desejo de “muito voltar a levantar a Taça de Portugal”
. Esta declaração sublinha a importância da competição para a equipa e o seu empenho em conquistar o troféu. A antecipação é grande, com todos os intervenientes a mostrarem a sua determinação para este grande evento do futebol português.
O palco da final contará com a estreia de António Nobre na arbitragem de uma final da Taça de Portugal. O árbitro de 37 anos, internacional FIFA desde 2019, não esconde o orgulho e a responsabilidade que sente. “É o sonho de qualquer árbitro, até ao nível nacional e internacional, que é o meu caso. É muito apetecível. É a festa da Taça. Ouvimos os nossos pais e avós a falar dela e é com muito orgulho e satisfação que recebemos esta nomeação”
, revelou Nobre em conferência de imprensa. Ele sublinhou, no entanto, que “Mas também é uma nomeação que nos traz muita responsabilidade. Vamos tentar defender e representar todos os árbitros que gostariam de estar aqui e infelizmente não conseguem, porque só vem um de cada vez”
. O juiz da AF Leiria também fez um balanço da época, que tem sido de muito esforço
para a classe da arbitragem, “às vezes com ruído a mais”
. A sua filosofia é clara: “A melhor defesa que nós, enquanto arbitragem, podemos fazer é ter boas exibições e trabalhar para ser melhores no dia seguinte. É um cliché do futebol, mas muito válido para nós.”
Questionado sobre as dinâmicas em campo, António Nobre desvalorizou a personalidade de Hjulmand, capitão do Sporting, afirmando que “Ele não é mais difícil de gerir do que outros capitães, sinceramente”
. O árbitro explicou que “É um capitão como outro qualquer. É muito interventivo, aliás, como tem de ser pelas novas diretrizes para os capitães. Sou suspeito, gosto muito de jogadores que falem comigo - às vezes até me perco a falar com eles e os meus assistentes estão sempre a controlar-me nisso. Mas gosto muito dessa parte do jogo”
. Em relação à preparação, garantiu que a “preparação técnica e tática”
foi a mesma de outros jogos, sem se deixar influenciar pelos clubes envolvidos. Afirmou que “A preparação resume-se aos `verdes contra os grenás`. É muito básico. Acho que isso ajuda os árbitros, no geral, a tirar a conotação clubística: joga uma equipa que veste de verde contra uma equipa que veste de grená. E a equipa de preto, azul ou amarelo estará motivada para tomar as melhores decisões para o jogo.”
Hélder Malheiro, o 4.º árbitro e que se despede da arbitragem nesta final, mostrou-se orgulhoso
e considerou a final da Taça como “um dos pontos mais altos”
da sua carreira. “Foram 29 anos no total, 22 dos quais no futebol profissional. Poder colaborar com o António nesta final enche-me, sinceramente, de orgulho. Ficarei muito feliz por poder participar com ele num dos últimos jogos da minha carreira. É este momento que quero levar como um dos pontos mais altos do meu percurso e que vou guardar para sempre”
, concluiu Malheiro, evidenciando a emoção deste momento.