O final da época futebolística trouxe um veredicto pesado para o Benfica, com o clube a terminar a liga nacional em 3.º lugar, falhando a qualificação para a Liga dos Campeões. Cristóvão Carvalho, antigo candidato à presidência, defende uma “reorganização de A a Z”, argumentando que “faltou ambição, rasgo e rumo” à estrutura do futebol encarnado. Para Carvalho, este resultado é um “reflexo claro de que o atual modelo de gestão se esgotou por completo”, evidenciando a necessidade de uma mudança de direção e de uma gestão mais moderna e eficaz.
A crítica de Carvalho aponta diretamente para a atual administração do Benfica, sugerindo que “ser invencível sem ser campeão, nem sequer com a possibilidade de ir a uma pré-eliminatória da Champions League” demonstra uma clara falta de visão e de liderança. A sua proposta para o futuro do clube passa pela “modernização da gestão, otimização dos recursos e foco na construção de um plantel de futebol e de uma direção técnica com um projeto claro”, que seja capaz de “dominar em Portugal e competir com estofo na Europa”. A exigência dos sócios e adeptos por “competência, transparência e respostas” é sublinhada como crucial para o rumo a seguir.
Em contraste, o Sporting prepara-se para um encaixe financeiro significativo com a iminente transferência de Flávio Nazinho para o Mónaco. O lateral-esquerdo, que passou grande parte da sua formação em Alcochete e realizou apenas 11 jogos pela equipa principal dos leões entre 2021 e 2023, ainda renderá cerca de 1 milhão de euros aos cofres leoninos. Esta mais-valia resulta de uma percentagem de futura venda acordada quando Nazinho se transferiu para o Cercle Brugge. Adicionalmente, o Sporting já garantiu um encaixe de 6 milhões de euros pela venda de Rodrigo Ribeiro ao Augsburg, demonstrando a capacidade do clube em gerar receita através da formação e venda de jovens talentos.