Marinho recorda golo da vitória na Taça de Portugal de 2012: "Foi o ponto mais alto da minha carreira"

  1. Marinho marcou o golo da vitória na Taça de Portugal 2012.
  2. O golo foi marcado aos quatro minutos da partida.
  3. Os filhos de Marinho jogam nas camadas jovens do Sporting.
  4. Sporting joga a final da Taça de Portugal contra o Torreense este ano.

O jogador Marinho recorda com carinho e alguma nostalgia o dia 20 de maio de 2012, data em que marcou o golo da vitória que deu a Taça de Portugal à Académica, frente ao Sporting, no Jamor. Um momento que fica para sempre gravado na memória do jogador e que, por ironia do destino, o marcou, uma vez que fez parte da formação leonina. “É fácil falar sobre essa tarde, sobre esse jogo, sobre esse momento. Na realidade, marcou a minha carreira, foi o ponto mais alto. Foi quase como tocar o céu. Embora não fôssemos os favoritos, éramos uma equipa de Liga, mas sabíamos que as nossas vantagens eram baixas, em comparação com a equipa do Sporting, pelo historial e conquistas. É uma recordação que já começa a ter contornos de nostalgia. Apesar de não ser um aniversário, cada 20 de maio é uma data sempre lembrada com muito carinho, é sempre um dia muito especial”, confidenciou Marinho a A BOLA.

O momento de glória de Marinho acabou por lhe valer o rótulo de traidor por parte dos adeptos sportinguistas. Contudo, o tempo encarregou-se de sarar as feridas e o perdão acabou por chegar, pelo menos por parte do ex-jogador. “No fundo, acho que foi algo normal, é a finalidade do futebol, do clubismo. Mas, acho que já passou, sou presença assídua em Alvalade e na Academia porque os meus dois filhos jogam no Sporting [Duarte Tomás, nos sub-23, e Dinis Tomás, nos sub-15] e não sei se me desculparam ou não, mas estão habituados à minha presença”, sublinhou Marinho. O golo madrugador, aos quatro minutos da partida, foi um dos momentos mais importantes e que Marinho jamais esquecerá. “Até porque deve ter sido o golo que mais vi em toda a vida [risos]. Foi um golo que aconteceu muito cedo [quatro minutos], que nos deu um troféu, é certo, mas que nos fez sofrer muito durante quase 90 minutos. Aliás, recordo-me perfeitamente que as bancadas ainda nem estavam completas, havia muita gente a entrar no estádio naquele momento. Foi um golo muito especial, muito desejado, foi mesmo esse o momento da minha carreira”, confessou.

Relativamente ao lance do golo, Marinho não hesita em descrever cada detalhe, como se tivesse acontecido ontem. “O Adrien recuperou a bola, jogou no David Simão, que meteu na esquerda no Diogo Valente. Depois o Diogo fez aquilo que tantas e tantas vezes fazia e que eu aproveitava muito bem, acho que [risos]. Sabia que a bola ia cair ali, mais ou menos naquela zona, já tinha acontecido mais vezes, e não foi uma surpresa a bola aparecer ali, eu fiz o que tinha de fazer naquele momento, que foi empurrar a bola para a baliza, e consegui chegar ao golo. O Rui [Patrício, guarda-redes do Sporting] estava ali com um papel difícil, a baliza estava aberta e lembro-me perfeitamente de, naquele momento, parecer que estava a ver as coisas em câmara lenta, e conseguir perfeitamente ver e escolher o sítio para onde tinha de cabecear.” O Sporting volta a marcar presença na final da Taça de Portugal, este ano frente ao Torreense, e Marinho, conhecedor do peso do Jamor, deixou um comentário sobre o adversário. “É injusto para o Torreense jogar uma final da taça no meio de um play-off a decorrer e, muito sinceramente, acho que se a percentagem do Torreense já era inferior, fica ainda mais reduzida, porque estão envolvidos na principal luta da época, que é a subida de divisão, e a final da taça seria sempre um prémio, a emoção de um jogo, aproveitar o dia, e viver o momento, a experiência. Obviamente que vão querer levantar o caneco, mas claramente com desgaste físico e emocional de um play-off, de estar perto de uma subida de divisão, acaba por complicar esse dia e até perder o brilho, com o Sporting a ter total responsabilidade e até, diria, obrigação de vencer o jogo”, justificou. Este será mais um capítulo na história do Jamor, que o Sporting bem conhece, como palco de grandes vitórias mas também de dissabores, como as finais de 2012 e 2018.

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