O Tribunal de Comércio de Gaia rejeitou o pedido do Boavista para a convocação de uma nova Assembleia de Credores. A intenção do clube passava por apresentar um plano de recuperação económica e travar a venda em leilão do património, incluindo o Estádio do Bessa. A decisão judicial foi revelada pela claque Panteras Negras, que reagiu com um comunicado dirigido a potenciais compradores do recinto.
Segundo o despacho judicial, o requerimento do Boavista foi negado porque “tem como fundamento a mera intenção de apresentação de um plano de insolvência”, sendo que “o plano de insolvência poderá ser apresentado em qualquer momento do processo”. O tribunal acrescentou que “inexiste fundamento legal, em face do regime previsto no Código da Insolvência e da Recuperação de Empresas, para ordenar a suspensão da liquidação”.
Em resposta à decisão, a Associação Panteras Negras Ultras 84 emitiu um comunicado contundente. O grupo acusa a direção de Garrido Pereira de tentar “matar” os quase “cento e vinte e três anos de existência” do clube. “A Associação Panteras Negras Ultras 84 esteve, está e estará sempre atenta na defesa dos superiores interesses do Boavista Futebol Clube”, salientam os Panteras Negras, acrescentando que estão “focados em preservar a história, o património e o símbolo porque ele, Garrido Pereira, não é capaz”.
A claque denuncia também o que classificam como “incompetência ou real intenção” da direção, afirmando que Garrido Pereira tem “sujado cada vez mais o nome do Boavista pelo mundo”. O comunicado refere que “na sexta-feira passada lançou um comunicado com informação falsa, como se comprova pelo despacho de 18/05/2026 pelo Tribunal do Comércio de Vila Nova de Gaia”, uma ação que, segundo a claque, “prejudicou uma vez mais as negociações existentes com a Empresa Sacyr, na sua reta final, colocando novamente em risco o nosso património”.
No fecho do comunicado, as Panteras Negras deixam um aviso claro e ameaçador a quem possa estar interessado em adquirir o património boavisteiro. “Esta Associação nunca vai permitir perder a nossa fortaleza que muitos anos, suor e lágrimas nos custou para construir”, sublinham. “Se existir coragem para tomar de assalto o nosso património, cá estaremos para indicar o caminho de retorno”, concluem, mostrando-se prontas para uma luta acesa em defesa do Bessa.