Boavista: Tribunal de Gaia rejeita pedido para nova Assembleia de Credores e claque reage

  1. Tribunal de Comércio de Gaia rejeitou pedido do Boavista
  2. Venda do Estádio do Bessa em leilão continua
  3. Panteras Negras acusam direção de Garrido Pereira
  4. Claque promete defender património do clube

O Tribunal de Comércio de Gaia rejeitou o pedido do Boavista para a convocação de uma nova Assembleia de Credores. A intenção do clube passava por apresentar um plano de recuperação económica e travar a venda em leilão do património, incluindo o Estádio do Bessa. A decisão judicial foi revelada pela claque Panteras Negras, que reagiu com um comunicado dirigido a potenciais compradores do recinto.

Segundo o despacho judicial, o requerimento do Boavista foi negado porque “tem como fundamento a mera intenção de apresentação de um plano de insolvência”, sendo que “o plano de insolvência poderá ser apresentado em qualquer momento do processo”. O tribunal acrescentou que “inexiste fundamento legal, em face do regime previsto no Código da Insolvência e da Recuperação de Empresas, para ordenar a suspensão da liquidação”.

Em resposta à decisão, a Associação Panteras Negras Ultras 84 emitiu um comunicado contundente. O grupo acusa a direção de Garrido Pereira de tentar “matar” os quase “cento e vinte e três anos de existência” do clube. “A Associação Panteras Negras Ultras 84 esteve, está e estará sempre atenta na defesa dos superiores interesses do Boavista Futebol Clube”, salientam os Panteras Negras, acrescentando que estão “focados em preservar a história, o património e o símbolo porque ele, Garrido Pereira, não é capaz”.

A claque denuncia também o que classificam como “incompetência ou real intenção” da direção, afirmando que Garrido Pereira tem “sujado cada vez mais o nome do Boavista pelo mundo”. O comunicado refere que “na sexta-feira passada lançou um comunicado com informação falsa, como se comprova pelo despacho de 18/05/2026 pelo Tribunal do Comércio de Vila Nova de Gaia”, uma ação que, segundo a claque, “prejudicou uma vez mais as negociações existentes com a Empresa Sacyr, na sua reta final, colocando novamente em risco o nosso património”.

No fecho do comunicado, as Panteras Negras deixam um aviso claro e ameaçador a quem possa estar interessado em adquirir o património boavisteiro. “Esta Associação nunca vai permitir perder a nossa fortaleza que muitos anos, suor e lágrimas nos custou para construir”, sublinham. “Se existir coragem para tomar de assalto o nosso património, cá estaremos para indicar o caminho de retorno”, concluem, mostrando-se prontas para uma luta acesa em defesa do Bessa.

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