APAF e Liga Portugal unem-se contra a violência no futebol

  1. APAF defende medidas para combater a violência contra árbitros.
  2. 50% das agressões ocorrem em jogos de camadas jovens.
  3. Liga Portugal regista redução de 37% na violência em jogos profissionais.
  4. Propostas incluem equiparação a agente de autoridade.

A Associação Portuguesa de Árbitros de Futebol (APAF) defendeu no Parlamento um conjunto de medidas para combater a crescente violência que afeta os árbitros em Portugal. José Borges, presidente da APAF, alertou para a “escalada de comportamentos violentos” contra os árbitros, sublinhando que a situação “não pode continuar a ser ignorada nem normalizada”, sob pena de comprometer o desporto como “espaço de formação e cidadania”. O dirigente frisou a preocupação com “a normalização do conflito, a deterioração das condições de segurança, a persistência de condições laborais precárias e um impacto negativo no sistema desportivo como um todo”. José Borges destacou ainda que “enquanto um árbitro é ameaçado, insultado ou agredido, não está apenas em causa o indivíduo, está em causa a integridade do próprio desporto”.

As propostas da APAF incluem a equiparação do árbitro a agente de autoridade para efeitos de proteção penal, um estatuto profissional para a classe e a implementação obrigatória de videovigilância em recintos desportivos, especialmente nos escalões de formação e amadores. Sérgio Mendes, vice-presidente do Contencioso da APAF, revelou dados alarmantes, indicando que 50% das agressões ocorrem nas camadas jovens e em jogos sem policiamento obrigatório. Adicionalmente, “40% das associações permitem que sejam realizados jogos sem qualquer tipo de segurança. Estamos a falar de benjamins e infantis, onde os jogos normalmente são arbitrados por jovens de 14 anos”, detalhou Sérgio Mendes, criticando o fim do policiamento obrigatório e sugerindo inspeções prévias obrigatórias entre as associações distritais e as forças de segurança locais. Em relação à responsabilidade mediática, Sérgio Mendes afirmou que “não podemos permitir insinuações de associação a apostas ilegais sem qualquer fundamento”.

Paralelamente a estas propostas, a Liga Portugal reuniu-se com membros do Governo para abordar o mesmo tema, apresentando uma redução de 37 por cento nos casos associados à violência nos jogos dos escalões profissionais. Reinaldo Teixeira, presidente da Liga Portugal, salientou que “esta redução comprova a liderança da Liga Portugal no que diz respeito a soluções de combate às várias formas de violência no futebol, feita em estreita articulação com as Sociedades Desportivas e com as forças de segurança”. O presidente da Liga reforçou que “reforçámos o nosso compromisso com o combate – que é de todos – com iniciativas concretas, como a campanha “Pirotecnia ilegal não é apoiar o teu clube“, sendo também de destacar a iniciativa “12.º Jogador“, que promove uma cultura de respeito, responsabilidade e fair play”.

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