Augusto Inácio critica gestão do Sporting: “Sobrecarga atrás sobrecarga”

  1. Sporting depende de terceiros para o segundo lugar.
  2. Augusto Inácio criticou a gestão da equipa.
  3. FC Porto fez rotação de jogadores, Sporting não.
  4. Mercado de inverno do Sporting foi falho.

O Sporting, na fase final da temporada, encontra-se numa situação delicada, dependendo de terceiros para alcançar o segundo lugar no campeonato e garantir o acesso à Liga dos Campeões. Augusto Inácio, antigo técnico dos leões e campeão nacional em 1999/2000, analisou a gestão da equipa, identificando o que considera terem sido os principais entraves.

Inácio realçou que “não estamos lá no dia a dia para os treinos e índices do GPS para que o treinador possa treinar consoante os valores que tem, mas, olhando para aquilo que foram os jogos que assistimos, diria que os jogadores foram muito sobrecarregados neste último mês. Só para dar um exemplo, o FC Porto apostou claramente no campeonato, toda a gente vê isso, só não vê quem é cego. Jogou com uma equipa totalmente diferente na Taça de Portugal e na Liga Europa. Na Taça de Portugal, em Alvalade, o FC Porto mudou oito jogadores dos considerados titulares, oito! Perdeu por um e deixou a eliminatória em aberto. Na Liga Europa com o Estugarda, o FC Porto colocou, também, sete jogadores diferentes. Quando era a melhor equipa, aqueles que têm jogado mais vezes, jogava no campeonato. O Sporting, por sua vez, jogou sempre, praticamente, tirando um ou outro jogador, com a mesma equipa, nos jogos com FC Porto, Benfica, Arsenal. Foi sobrecarga atrás sobrecarga”.

A questão das lesões é outro ponto de preocupação para o ex-treinador. Inácio sublinhou que “sob pena de Rui Borges me pode dizer que não fez mais rotação porque tinha muitos jogadores lesionados, entra-se aqui num outro problema. Então, por que é que há tantas lesões e tanta demora na recuperação dos jogadores? E aqueles que recuperam quando voltam ao campo, caem logo outra vez? Como foi o caso de Ioannidis e outros jogadores. Aqui há qualquer coisa que não correu bem, não bateu certo, mas o Rui Borges, com aquilo que tinha, o que é que podia ter feito mais alguma coisinha? Era quando o Sporting estava mais por cima do jogo, a ganhar, não tirar os jogadores mais cedo do campo”. A falta de profundidade no ataque também é um aspeto assinalado por Inácio, que acrescentou: “Rui Borges só tem, praticamente, um ponta de lança, Ioannidis está lesionado. Olhando para aquilo que é o horizonte do Sporting, que é estar em todas as frentes e combatê-las, nenhum clube grande pode ter só dois pontas de lança. Tem de ter, pelo menos, três”.

As falhas no mercado de inverno são igualmente criticadas por Augusto Inácio, que vê na administração uma responsabilidade. Inácio afirmou que “o Rui Borges foi dizendo que a Champions era o campeonato do clube, mas eram sempre os mesmos a jogar. Talvez não tivesse plantel tão profundo como, se calhar, poderia ter tido, se em janeiro a administração tivesse tido intervenção mais forte. Quenda estava lesionado, Pote estava com problemas, o Alisson, que podia fazer falta, foi para o Nápoles, um jogador que já estava integrado, identificado com as dinâmicas da equipa e a dar provas, foram buscar vai buscar o Faye, que custou seis milhões de euros e nem ao banco vai”. Quanto ao que resta da temporada, Inácio é direto: “Muito sinceramente, vencer a Taça de Portugal com o Torreense é poucochinho para esta época”. Em relação à renovação do contrato de Rui Borges, Augusto Inácio revela não entender a sua antecipada discussão, comentando: “Rui Borges tem contrato até 2027 e, sinceramente, acho que deve continuar, depois logo se vê. O Roger Schmidt foi campeão no Benfica, renovou logo contrato e passados quatro meses estavam a despedi-lo, e tinha mais de um ano de contrato”.

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