Torreense alcança final da Taça de Portugal 70 anos depois

  1. Torreense na final da Taça de Portugal
  2. Vitória por 2-0 sobre o Fafe
  3. David Bruno marca aos 85 minutos
  4. Stopira marca aos 90+13

O Torreense, clube da II Liga, alcançou um feito histórico ao garantir a sua presença na final da Taça de Portugal de futebol, 70 anos após a sua primeira e única participação. Este regresso ao Jamor foi selado com uma vitória por 2-0 sobre o Fafe, da Liga 3, na segunda mão da meia-final, após um empate na primeira partida.

As palavras de André Sabino, dirigente do clube, à agência Lusa, espelham o sentimento de conquista que se vive em Torres Vedras: “É um trabalho que começou há algum tempo. É o coroar. Temos trabalhado todos os dias, época após época, e o crescimento do clube também tem sido evidente. É um momento histórico e que o clube também desejava e ansiava”. Apesar da expressiva vitória, Sabino sublinha que “não é mais do que uma qualificação para uma final”, mantendo os pés na terra. Os golos que garantiram a vitória foram marcados já na reta final do jogo no Estádio Manuel Marques, com David Bruno a balançar as redes aos 85 minutos e Stopira, de grande penalidade, aos 90+13.

O confronto decisivo na final será contra o Sporting, agendado para 24 de maio, no Estádio Nacional, em Oeiras. Sobre este desafio, André Sabino vê uma “excelente oportunidade para os jogadores se mostrarem e valorizar o trabalho que tem sido feito” e considerou que esta presença na final será a confirmação do que tem sido “o projeto desportivo do clube”. No entanto, o foco imediato mantém-se no campeonato: “Temos de festejar, mas focar no passo seguinte, que é o campeonato. O jogo do Jamor, lá mais à frente, logo vamos pensar nele”, alertou. Agradecendo o apoio massivo dos adeptos, Sabino destacou a “massa humana que esteve aqui presente é representativa daquilo que é a grandeza do clube”. O Torreense, que na longínqua época de 1955/56 perdeu a final frente ao FC Porto, volta agora a ter a oportunidade de levantar o troféu. Para chegar até aqui, o clube eliminou, além do Fafe, equipas como Correlhã, Oliveirense, Lusitânia de Lourosa, Casa Pia e União de Leiria.

Este sucesso do Torreense não se limita ao futebol profissional masculino. O dirigente faz questão de salientar a diversidade e o trabalho de equipa em todo o clube: “A diversidade demonstra que não é só uma pessoa e que é um trabalho de várias que, com uma ideia comum e uma comunhão do que é a nossa ambição, rigor e exigência, têm ajudado a levar o clube para outros patamares. Este trajeto é muito meritório para todos. Desde o futebol feminino, do futsal, da Liga Revelação... e do futebol profissional. O Torreense pode prometer que não quer ficar por aqui”. Este triunfo no Jamor, juntamente com a luta pela subida na II Liga — onde ocupa o terceiro lugar — vem na sequência de outras conquistas recentes do emblema de Torres Vedras, como a Liga Revelação e, no feminino, a Taça de Portugal e a Supertaça. O próximo desafio da equipa principal é já na terça-feira, frente ao Feirense, pela 31.ª jornada da II Liga.

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