Pedro Proença apela à comunidade futebolística na campanha ‘Stop à Violência’

  1. Pedro Proença fez um apelo
  2. Campanha lançada no clássico
  3. Importância da imagem do futebol
  4. Mudança de atitudes é necessária

Campanha 'Stop à Violência'

No recente lançamento da campanha ‘Stop à Violência’, Pedro Proença, presidente da Federação Portuguesa de Futebol (FPF), fez um apelo claro e incisivo à comunidade futebolística. Ele afirmou: “Sempre que virmos que as coisas não estão a seguir o seu caminho, interviremos”, enfatizando a necessidade de uma vigilância constante nas competições. Proença referiu que este evento ocorreu no dia do esperado clássico entre o FC Porto e o Sporting, e que isso foi apenas uma “mera coincidência”. A mensagem, no entanto, ressoou de forma particularmente forte neste contexto.

Proença, que desempenha um papel crucial no espaço desportivo em Portugal, alertou para a importância de assegurar um ambiente de respeito e cordialidade: “O apelo é constante e sempre que virmos que as coisas não estão a seguir o seu caminho, interviremos. Será sempre esse o nosso papel”. Os apelos à calma e à cordialidade são especialmente relevantes em dias em que a rivalidade entre os clubes atinge o seu pico, como acontece em clássicos.

A Importância da Imagem do Futebol Nacional

A importância da imagem do futebol nacional foi igualmente reafirmada pela ministra da Cultura, Juventude e Desporto, Margarida Balseiro Lopes. Ela destacou que o futebol é um dos maiores embaixadores de Portugal, defendendo a necessidade de “preservar” a imagem positiva do desporto no exterior. Para tal, sublinhou: “temos de promover esta cultura de respeito e integridade para salvaguardarmos um dos maiores ativos que o país tem à sua disposição, o desporto e, em particular, o futebol”. Essa posição trabalha em conjunto com a iniciativa da FPF, reforçando a ideia de que a luta contra a violência no desporto é um esforço conjunto.

Joaquim Evangelista, presidente do Sindicato de Jogadores Profissionais, deu voz à necessidade de uma mudança de atitudes entre dirigentes de diferentes clubes. “Acho que temos de ter a capacidade de dizê-lo abertamente: não tem nada que ver com as pessoas, que respeito os três, mas compreendo que, neste quadro, que é o desporto, o futebol, a competição, que tenham enveredado por esse caminho, mas devemos a todo o custo evitá-lo. Não acrescenta valor ao desporto nacional”, comentou ele, referindo-se aos líderes de Benfica, Sporting e FC Porto.

Desafios nas Relações Institucionais

Evangelista ainda lamentou a inexistência de uma comunicação harmoniosa entre as direções dos clubes nos momentos de competição acirrada. “Acho que, apesar de tudo, eles conseguem ter uma relação institucional. Depois, em determinados momentos da competição, momentos atípicos, que têm que ver com resultados ou arbitragens, há uma tendência para fugir ao que deveria ser um comportamento normalizado, de respeito mútuo, de elevação na própria relação entre eles”. Esta perspectiva denuncia uma fragilidade nas relações institucionais em tempos de tensão competitiva, algo que pode ser um vetor para a escalada de violência.

A ministra também referiu a importância da Autoridade para a Prevenção e Combate à Violência no Desporto, elogiando o trabalho realizado. Ela sugeriu que: “Sugiro que se fale com o Sr. Presidente da APCVD, que é, de facto, a entidade que tem feito, juntamente com as forças de Segurança, um trabalho notável ao longo dos últimos anos”. Esta afirmação realça a importância das entidades competentes na gestão da segurança no desporto, o que é fundamental para a conservação da integridade dos eventos desportivos em Portugal.

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