Luís Tralhão, treinador do Torreense, expressou a ambição do clube de Torres Vedras em alcançar a final da Taça de Portugal, reiterando o foco em cada partida. A equipa, que também luta pela subida à I Liga, vê a presente época como já espetacular, mas pretende mais. O técnico sublinhou: “Enquanto clube, seria um orgulho tremendo estarmos na final da Taça e vamos fazer tudo para lá chegar. Pessoalmente, é um motivo de orgulho. Enquanto miúdo, assisti várias vezes à final da Taça. Morava lá perto e hoje continuo a morar perto do estádio, passo lá muitas vezes quando vou correr. Nunca pensei que fosse tão cedo poder chegar lá. Este pequeno passo é um grande passo, ainda falta muito. Para lá chegar temos de trabalhar bastante amanhã, mas temos esse grande objetivo. Para mim seria uma honra ficar com o meu nome gravado na história do clube e, se calhar daqui a uns anos, lembrarem-se de que o Luís Tralhão chegou à final da Taça de Portugal.”
Apesar da proximidade da final da Taça, o foco imediato ainda é o principal objetivo. “É um jogo de cada vez. Hoje estamos a falar sobre a Taça, não nos interessa muito falar sobre o campeonato”, disse Luís Tralhão. O treinador acrescentou que “Feliz é o clube, o treinador e os atletas que conseguem, na II Liga, estar a disputar estes dois objetivos. Qualquer dos meus colegas da II Liga estaria satisfeito por estar na luta pela subida de divisão e por jogar a meia-final da Taça de Portugal. Aconteça o que acontecer, a época já é espetacular para nós. Agora, queremos muito mais. E muito mais passa por chegar à final da Taça e continuar a lutar pela subida de divisão. Não penso muito em “se acontecer isto, ou aquilo.”
O técnico também abordou a abordagem à meia-final da Taça de Portugal, perante o Fafe, um adversário que eliminou três emblemas da I Liga e se apresentou como um osso duro de roer na primeira mão da eliminatória. “Temos de estar no máximo das nossas qualidades. O Fafe colocou-nos muitas dificuldades na primeira mão e uma equipa que elimina três clubes da I liga já provou que está com muito mérito nesta fase da competição”, salientou Tralhão. A importância deste jogo é sublinhada pela história que o Torreense pode fazer, sendo que a última vez que o clube chegou à final da Taça foi em 1955/56, perdendo para o FC Porto. Tralhão ressalva o empenho da equipa na competição: “Ao longo da época, o nosso foco tem sido o campeonato. Mas chegando a esta fase tão avançada da prova, seria quase um crime dizer que não estamos focados na Taça. As pessoas de Torres (Vedras), os adeptos, os sócios e todas as pessoas envolvidas no clube não me iam perdoar uma resposta entre um ou outro (objetivo).”
O treinador do Torreense não descartou as dificuldades do próximo adversário. “[O Fafe] É uma equipa que defende muito bem, é muito solidária, tem as linhas muito juntas e jogadores muito experientes, como já referi. Nesse sentido, vai obrigar-nos a elevar bastante o nível, a ser resilientes, a ser pacientes e a ter uma atitude positiva do início ao fim”, frisou o técnico. Questionado sobre a preferência de adversário na final, caso o Torreense se qualifique, Tralhão foi direto: “o único pensamento é no jogo com o Fafe” e que a “grande motivação é estar na final da Taça de Portugal e não no adversário que poderá ser”. Atingir a final seria um marco histórico e um enorme orgulho para o clube e para o próprio treinador. O jogo entre Torreense e Fafe definirá o adversário de FC Porto ou Sporting na final, e a lotação já está esgotada para o embate no Estádio Manuel Marques.