A notícia do falecimento de Vicente Lucas, aos 90 anos, foi recebida com profunda tristeza por António José Seguro. O antigo futebolista, que deixou uma marca indelével na história do futebol nacional, foi recordado como um verdadeiro herói que “deu tudo pelo seu país dentro e fora das quatro linhas”. A sua partida representa uma perda inestimável para Portugal, que se despede de uma referência incontornável do desporto.
As palavras de António José Seguro sublinham a importância de Vicente Lucas para o país. Em Inglaterra, no ano de 1966, o seu nome ficou gravado na memória coletiva dos portugueses, ao integrar a equipa dos Magriços que alcançou o terceiro lugar no Campeonato do Mundo de 1966 – a melhor classificação de sempre da seleção nacional de futebol. Esta conquista histórica solidificou o seu estatuto como uma das figuras mais emblemáticas do futebol português. A sua memória, segundo Seguro, “merece ser preservada e celebrada pelas gerações vindouras”.
Além da sua notável carreira na seleção, Vicente Lucas dedicou a sua vida clubística, como sénior, ao Belenenses, onde somou 284 jogos entre 1954 e 1967. Com o clube lisboeta, conquistou uma Taça de Portugal em 1959/60, numa final emocionante contra o Sporting. Vicente Lucas foi capitão e testemunhou o golo decisivo do seu irmão, Matateu, que selou a vitória para os azuis. A sua partida deixa apenas três dos 22 convocados para o Mundial de 1966 ainda vivos: António Simões, José Augusto e Hilário Conceição. As condolências de António José Seguro foram estendidas à família, amigos e a todos os que com ele privaram, bem como aos dirigentes e adeptos do Belenenses, em homenagem a um ícone que jamais será esquecido.