Bino Maçães lamenta ausência de Portugal no Mundial Sub-17

  1. Bino Maçães foi campeão mundial Sub-17 em 2025.
  2. Maçães prevê mais ausências de Portugal em Mundiais.
  3. As qualificações estão mais difíceis.
  4. Seleções fortes aumentam a dificuldade.

Bino Maçães, o selecionador nacional que em 2025 se sagrou campeão do Mundo de Sub-17 com a equipa das quinas, lamenta a ausência de Portugal no Mundial Sub-17, que “no futuro vai acontecer mais vezes, infelizmente”.

O técnico, atualmente responsável pela seleção nacional de sub-18, que levou a equipa das “quinas” aos títulos europeu e mundial do escalão, sublinha que a ausência de Portugal das fases finais de Europeus e Mundiais de futebol “poderá repetir-se”. “Infelizmente, no futuro, eventualmente vai acontecer mais vezes”, afirmou Maçães. O selecionador acrescentou: “Não queremos que isso aconteça, mas, no futuro, vai acontecer mais vezes porque há grande nível e estamos a falar de miúdos. Saber gerir os momentos de pressão nem sempre é fácil e depende de geração para geração. Temos de pensar que tudo isto faz parte do crescimento”. Segundo Bino Maçães, campeão europeu e mundial de sub-17, as mudanças nos critérios de qualificação “tornaram o acesso às fases finais mais difícil”.

Bino Maçães explicou que “os regulamentos do ano passado já mudaram e só o primeiro classificado é que pode ir ao Europeu”. Complementou ainda: “Sabemos que é preciso depois ficar em segundo lugar e muito bem classificado para eventualmente podermos ir ao Mundial, porque há os quatro melhores segundos que podem ir ao Mundial também. Mas também sabemos que há outras equipas que têm grande poderio e basta, às vezes, um deslize, apanhar, por exemplo, uma França, uma Alemanha no grupo — estou a dar exemplos — uma Itália, como aconteceu agora. E se as coisas não correrem tão bem, podemos ficar de fora. Ou seja, não queremos que isso aconteça, mas no futuro eventualmente vai acontecer mais vezes, infelizmente. Porque há grandes seleções e o nível é alto. E estamos a falar de miúdos, que têm de saber gerir os momentos de pressão, estarmos equilibrados quer quando ganhamos, quer quando perdemos. Não é sempre fácil e depende depois de geração para geração, de miúdo para miúdo, mas isso pode fazer com que algumas vezes não estejamos presentes. Mas isso não pode hipotecar aquilo que são as nossas ideias, que é a continuidade no nosso processo. É isso que acho que vamos continuar todos a fazer, para que no futuro cada vez exista menos isso de não podermos estar nessas grandes competições. E uma palavra aqui também para o Lima, porque não é só quando ganhamos que somos os maiores, nem quando perdemos que somos os piores. Temos que estar de cabeça levantada, acreditar que aquilo que estamos a fazer, estamos a fazer bem, que tudo isso faz parte do crescimento e melhorarmos para o futuro dos miúdos também”.

Maçães abordou o crescimento rápido dos jogadores, comentando: “Não, não esperava nem deixava de esperar. Acho que é todo um processo. Ou seja: o que eu normalmente pedia era que os miúdos fossem postos em patamares acima e escalões acima, porque é na adversidade que nós crescemos. Se eles, na adversidade, dão boas respostas, podem subir à adversidade. E se chegam à equipa A e dão respostas, então devem jogar na equipa A”.

Para Bino Maçães, a presença de seleções como a França, Alemanha ou Itália nos grupos de qualificação aumenta a dificuldade e reduz a margem de erro para outras equipas. “Basta, às vezes, um deslize e, se as coisas não correrem tão bem, podemos ficar de fora”, concluiu. “É sinal de que o que fizemos, fizemos bem, o que os miúdos fizeram foi top e estão a ser reconhecidos nos clubes deles e agora também nas seleções, que já estão noutras seleções. Temos seis, creio eu, no sub-19, temos um no sub-21... Isso para mim é o realizar também, porque é sinal de que os miúdos de facto estão a fazer as coisas bem e é isso que queremos, que eles tenham um futuro. Porque quando trabalhamos na formação, o nosso grande objetivo é que possam chegar à seleção A. Não é neste processo vermos já eles a crescerem, que é muito bom, mas é no futuro eles estarem na seleção A. Acho que isso é que é o fundamental e isso é que me vai dar mais gozo: ter feito parte destes miúdos e ter, de alguma forma, também contribuído para que eles pudessem ter sucesso”.

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