Reinaldo Teixeira defende atuação da Liga Portugal e responde a críticas

  1. Reinaldo Teixeira defende adiamento de jogos.
  2. Interpretação da Liga conforme regulamentos.
  3. 12 meses na função em 16 de abril.
  4. Futebol português está em 6º lugar UEFA.

Reinaldo Teixeira, presidente da Liga Portugal, quebrou o silêncio sobre as recentes críticas, especialmente as de André Villas-Boas, homólogo do FC Porto, a propósito do adiamento do jogo entre Sporting e Tondela. O líder da Liga defende que a sua organização atuou dentro das normas, nomeadamente face aos compromissos europeus das equipas portuguesas.

Reinaldo Teixeira afirmou que: “É uma interpretação. Nós interpretamos os regulamentos e agimos de acordo com eles. Felizmente, as nossas sociedades desportivas conseguiram dificultar o nosso calendário com vitórias na Europa, e que assim continue até às finais. Respeitámos os calendários, os regulamentos e as normas. Outras partes podem ter opiniões divergentes, mas estamos totalmente convencidos de que fizemos aquilo que o regulamento determina e impõe.” Dando mais detalhes sobre a marcação das datas, Teixeira acrescentou que: “Sobre a marcação do jogo, os calendários partilhados no início da época são indicações; depois, há reuniões da Comissão Permanente de Calendários, para a marcação do dia e hora exatos. Nesse caso concreto, o jogo foi marcado para o dia 29 e vamos ver o desempenho das equipas na Europa. A crítica faz-nos crescer. No dia 16 de abril, faço 12 meses nesta função, e alguns colegas vossos que diziam que eu não durava três meses tiveram a hombridade de dizer em público que, afinal, dou uma lição de que sou mais do que esperavam.”

O presidente da Liga também refletiu sobre a sua postura e a gestão das críticas: “Eu próprio faço a minha reflexão e, se digo algo de que me arrependo, tentarei ter mais cuidado no futuro, mas faz parte de um país democrático ter opiniões diversas. Felizmente, até hoje tem sido diálogo e críticas, mas o caminho mostra que o que se disse nem sempre foi o que aconteceu.” Abordando a falta de respeito entre as sociedades desportivas, Teixeira garantiu que nunca viu “uma crispação ou falta de respeito entre as 33 sociedades desportivas”, nas reuniões entre clubes, e que os ânimos exaltados entre os três grandes não refletem o diálogo construtivo. Concluiu a sua intervenção sobre este tema, sublinhando que: “Nós respeitamos o espaço de cada um e o apelo é que tudo se faça para que haja o mínimo ou nenhuma crítica. A Liga também foi criticada e fizemo-lo em consciência de que estamos a cumprir com os regulamentos e com as indicações e interpretações das entidades a quem competem os regulamentos.”

Reinaldo Teixeira assegurou ainda que a Liga buscará sempre a valorização do futebol português: “O que posso responder é que tudo façamos para que não haja crítica, mas começando por nós, pois se o exemplo vier de nós, temos mais à vontade para dizer ao outro que não o faça. Cabe-nos ter as melhores condições nos estádios para adeptos, jogadores, árbitros e treinadores para valorizar o futebol. Às vezes, uma expressão que convenha dizer para a massa adepta nem sempre é tão benéfica quanto devia ser, pois se comunico para uma parte e essa enfraquece o todo, tenho de perceber o que devo fazer. Eu e a minha equipa, que é muito empenhada e séria, refletimos sobre como passar uma mensagem positiva pelo todo.” O dirigente reiterou o compromisso da organização em promover o desporto nacional: “A Liga irá respondendo sempre publicamente àquilo que faz sentido para valorizar o futebol e terá o foco devido para passar a mensagem de que o futebol português está no sexto lugar da UEFA e a cimentar este lugar, olhando para o quinto.”

Abordando a questão das crispações mais amplas no desporto português, Reinaldo Teixeira comentou que: “A crispação faz parte do futebol, assim como os lances de desafio que acontecem; saibamos respeitar o espaço de cada um, saibamos ouvir e aceitar a opinião de cada um e cada um de nós perceber o que é que deve dizer ou o que é que não deve dizer e no futuro corrigir para que não se volte a repetir aquilo que dissemos de menos bem para o futebol. Isso é um esforço que cabe a todos, eu particularmente faço-o diariamente com essa preocupação: o que devo fazer, o que não devia ter dito, o que devo dizer para conseguir que todos possamos incentivar a disputa e a competitividade mas, no fim da linha, não desvalorizemos o futebol.” Reiterou também sua posição e a da Liga sobre o adiamento do jogo do Sporting diante do Tondela, devido à participação dos leões na Liga dos Campeões: “Interpretámos os regulamentos e agimos de acordo com os regulamentos. Felizmente, as nossas sociedades desportivas conseguiram, digamos, ‘dificultar’ o nosso calendário com as suas vitórias na Europa. E ainda bem e parabéns, e que assim continue e que nos leve até às finais, que é o que nós todos desejamos, não é? A nossa interpretação foi que respeitámos o calendário, os regulamentos, e as normas desses regulamentos. Entenda alguém ou outras partes – e até alguns colegas vossos que têm opiniões divergentes – nós respeitamos. Mas ainda hoje, repito, estamos totalmente convencidos de que fizemos aquilo que o regulamento determina e impõe.”

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