Altitude afeta seleção portuguesa em amigável com o México

  1. Amigável Portugal vs. México 0-0
  2. Jogadores portugueses sentiram efeitos da altitude
  3. Miguel Layún falou com Diogo Dalot e José Sá
  4. Paulinho habituado à altitude no México

A seleção portuguesa de futebol defrontou o México num amigável que terminou empatado a zero. O tema dominante pós-jogo foi o impacto da altitude. Miguel Layún, ex-FC Porto, revelou detalhes sobre a adaptação dos jogadores. “Estávamos a mandar mensagens a Diogo Dalot, com quem partilhei balneário no FC Porto, e também falámos com José Sá (guarda-redes da seleção portuguesa). Eles estavam a comentar que alguns jogadores estavam com dores de cabeça, com dificuldade para respirar e dizem que se sente a altitude”, contou Layún, que acrescentou: “Eles pensaram que era um mito, mas já estar aqui já foi complicado.” Curiosamente, Paulinho, que joga no Toluca, já está habituado a estas condições. Questionado, o jogador referiu: “Para mim já não, porque já estou habituado, mas para os meus colegas foi importante perceber a diferença de jogar em altitude.”

Gonçalo Ramos também partilhou a sua experiência e as dificuldades sentidas: “Sim, até notámos, mesmo antes do jogo, quando chegámos à noite [no dia anterior]. E, de manhã, todos comentámos o mesmo. É difícil respirar, alguma tosse, alguma sensação no nariz, mas acho que faz parte. Também aconteceu o mesmo para a equipa deles de certeza, porque eles têm jogadores que jogam na Europa. Uma experiência difícil e uma boa aprendizagem”, afirmou o avançado. Bruno Fernandes, por sua vez, revelou que Paulinho tinha partilhado dicas sobre o terreno: “Não sabia, mas na Arménia era quase a mesma altitude. Fomos lá jogar e não senti grande diferença. Aqui é ainda mais alto, o que muda sempre um bocadinho nos momentos de recuperação, temos de recuperar mais oxigénio. Falei com o Paulinho, ele diz que a bola viaja mais rápido no Azteca. É algo a que nos temos de adaptar, a atacar e a defender”, referiu.

O selecionador nacional, Roberto Martínez, elogiou Paulinho, destacando a sua rápida integração e o seu valor para a equipa: “Não me surpreendeu em relação ao que aporta à seleção. O que me surpreendeu foi a capacidade que teve para entender rapidamente o grupo e a forma como entrou neste balneário. Em qualquer seleção do mundo, estaria [presente nas opções]”, confessou Martínez, que complementou: “Foi muito bom trabalhar com ele e mostrou que está no melhor momento da carreira. É um jogador muito inteligente, que abre espaços com os seus movimentos.” Pedro Proença, presidente da Federação Portuguesa de Futebol, mostrou-se confiante para o Mundial 2026: “Somos candidatos também - há que assumi-lo sem receios e sem medos. O povo português merece ter esta esperança de que isto se concretize, neste Campeonato do Mundo. É essa a nossa vontade”, garantiu. João Cancelo, apesar do empate, mostrou-se satisfeito com o grupo: “Este grupo de trabalho é espetacular. Estamos todos ansiosos por jogar esse Mundial, por representar as nossas famílias, por dar alegrias aos portugueses”, concluiu.

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