FPF propõe alterações ao regulamento disciplinar devido a agressões a árbitros

  1. FPF propõe alterações ao regulamento disciplinar
  2. Aumento de sanções para agressões e violência
  3. Árbitros e dirigentes preocupados com segurança
  4. APCVD investiga agressão em Ponte Frielas-Bobadelense

A Federação Portuguesa de Futebol (FPF) anunciou a intenção de propor alterações significativas ao regulamento disciplinar para a época de 2026/27, como resposta aos recentes e preocupantes episódios de agressões e violência dirigidas a árbitros. Numa reunião de emergência realizada com a Associação Portuguesa de Árbitros de Futebol (APAF), o presidente da FPF, Pedro Proença, comunicou que serão apresentadas de forma imediata alterações ao regulamento disciplinar, que se espera sejam também adotadas pelo futebol profissional e distrital, sempre respeitando o princípio da auto-regulação das instituições. Estas propostas, já aprovadas em reunião de direção, visam primordialmente promover ambientes mais seguros para todos os intervenientes e adeptos no desporto, prevendo um claro agravamento das sanções disciplinares para condutas como agressões, declarações caluniosas, ofensas por parte de dirigentes, manifestações de racismo, xenofobia, discriminação e o uso de material pirotécnico.

José Borges, presidente da APAF, expressou a profunda preocupação do organismo face aos recentes acontecimentos, sublinhando a necessidade de uma mudança de paradigma que se traduza em alterações regulamentares eficazes. (Os últimos episódios deixaram a APAF muito preocupada. A APAF, esta temporada, tem trabalhado e sensibilizado para uma mudança de paradigma. Essa mudança tem de passar por mudanças regulamentares, com um quadro disciplinar que penalize de forma mais efectiva estes casos), afirmou Borges, citado pela FPF. Pedro Proença, por sua vez, considerou os incidentes das últimas semanas como lamentáveis, descrevendo as alterações ao regulamento disciplinar das provas organizadas pela FPF como (um primeiro passo), e manifestou o desejo de que o futebol profissional e distrital acompanhem o organismo federativo nesta iniciativa de reforço da segurança e do respeito no futebol.

A gravidade da situação foi ainda evidenciada por declarações do árbitro internacional Luís Godinho, que revelou uma série de incidentes ocorridos nos últimos dias, alertando para um padrão de violência persistente que exige medidas urgentes. (Um silêncio ensurdecedor! O que aconteceu este fim-de-semana nos campeonatos distritais não é apenas lamentável - é vergonhoso. Revoltante. Inaceitável. Mais três árbitros agredidos. Mais três episódios de violência num espaço que deveria ser de formação, respeito e educação), desabafou o árbitro numa publicação nas redes sociais, ecoando o sentimento de insatisfação e preocupação generalizado na comunidade associativa e desportiva. Adicionalmente, a Autoridade para a Prevenção e o Combate à Violência no Desporto (APCVD) informou que irá remeter ao Ministério Público a informação necessária para a instauração de um inquérito aos incidentes ocorridos no jogo Ponte Frielas-Bobadelense, onde um treinador agrediu um árbitro com uma cabeçada.

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