Após a goleada por 4-0 sobre o Ferencváros, que selou a passagem do Sporting de Braga aos quartos de final da Liga Europa, jogadores e equipa técnica partilharam as suas perspetivas sobre o desempenho da equipa e os desafios futuros. A reviravolta na eliminatória foi um ponto de destaque nas declarações pós-jogo, com a união e a entrega do grupo a serem amplamente elogiadas.
Pau Victor, titular na partida, enfatizou a performance da equipa na primeira parte: “Creio que a primeira parte foi incrível e a melhor de toda a temporada. A equipa esteve ligada desde o primeiro momento. Fomos agressivos, porque os primeiros minutos eram chave e assim foi. O primeiro golo deu-nos muita confiança, o ambiente foi incrível e ajudou-nos muito. Temos de continuar assim”. O avançado espanhol também se mostrou grato pela paciência e confiança depositadas nele. “Estou muito feliz. Tive de me adaptar ao clube, aos companheiros e ao que o treinador me pedia. Estou muito agradecido porque tiveram confiança e paciência comigo. No início, não estive ao meu nível e tentei trabalhar ao máximo. Pouco a pouco, tenho melhorado e estou feliz. Espero dar mais alegrias aos adeptos.”
Rodrigo Zalazar, também titular, destacou a importância da resposta da equipa e a união do grupo. “Sabíamos que era um encontro muito importante para nós, sobretudo pelo resultado que tivemos no campo deles e no qual a equipa não fez o seu melhor jogo. Tínhamos de vir com tudo para dar a volta e com 15 minutos já tínhamos empatado a eliminatória, que era a nossa principal meta. A equipa fez um trabalho espetacular para passar à ronda seguinte”. Sublinhando o esforço coletivo, Zalazar acrescentou: “Quando vês todos os teus companheiros a dar o máximo, o Víctor Gómez já quase nem corria nos últimos minutos e vai buscar força onde nem se sabe, isso mostra que somos uma equipa muito unida, temos um grande grupo e corremos uns pelos outros. Estou muito orgulhoso de toda a equipa e pelo Sp. Braga.” Apesar da vitória, a equipa já pensa no próximo desafio: “São dois adversários difíceis, mas agora temos é de pensar no FC Porto. Descansar agora, porque jogamos daqui a poucos dias.”
Carlos Vicens, treinador adjunto, revelou a estratégia por trás da vitória e a mentalidade incutida na equipa. “É um dia feliz. É uma vitória muito importante, numa competição em que fizemos um trabalho muito bom e seria triste abandonar uma competição em que estávamos desde o início. Conseguir uma reviravolta, diante dos nossos adeptos, era uma oportunidade muito boa para nos reivindicarmos. O jogo da semana passada não foi bom, mas o resultado penalizou-nos mais do que deveria. Contentíssimo, os rapazes entenderam a mensagem. Fomos mais agressivos, estivemos mais perto da baliza adversária, os golos deram confiança e energia para manter o nível alto todo o jogo. O jogo requeria um esforço importante e as substituições também foram para aumentar esse nível de exigência.” Vicens também confirmou a importância de acreditar na reviravolta: “A primeira coisa que fiz no balneário, na semana passada, foi mandar uma mensagem clara à equipa. Aqueles que realmente não acreditavam na reviravolta, não faziam falta.” Adicionalmente, elogiou Ricardo Horta e a sua performance na época: “Ricardo está a fazer um 'temporadón'. Ficaríamos muito felizes que o Ricardo fosse à Seleção. Oxalá que sim, merece. Portugal tem uma das melhores seleções do mundo, com um talento impressionante e o Roberto tem um trabalho difícil para escolher. Mas o Ricardo está nesse nível.” Quanto a Pau Victor, disse: “Viram durante toda a época aquilo que ele nos dá. Todos os nossos pontas de lança são diferentes. O Pau Victor sente-se cómodo entre linhas, combinando com quem tem ao seu redor, dá muita continuidade, toma boas decisões… Ele está a acostumar-se a um novo clube e a um novo país, tudo isto pouco a pouco. Sabíamos que ia dar frutos, temos de ter paciência, como com todos.”