O Sporting viu-se em apuros na Liga dos Campeões ao ser derrotado por 3-0 pelo Bodo/Glimt, num jogo que marcou a primeira mão dos oitavos de final. Esta pesada derrota levantou uma onda de descontentamento e surpresa entre os adeptos e figuras ligadas ao clube. As reações foram imediatas e expressam a frustração sentida por esta exibição inconstante.
As vozes da frustração ressoaram, como as de Sousa Cintra, antigo presidente do clube, e do ex-jogador Iordanov. Sousa Cintra expressou a sua desilusão de forma clara, afirmando: “Estou muito triste. O Sporting começou muito bem, depois houve aquele penálti duvidoso... Não sei se foi do piso ou não, mas foi o pior jogo do Sporting nesta temporada. O Sporting não foi o Sporting habitual.” Iordanov, por sua vez, complementou com a sua perspetiva, sublinhando: “Não estou bem. Foi muito difícil ver este jogo. O Sporting não demonstrou o que tem demonstrado na Liga. Acredito que é possível dar a volta na 2ª mão, mas não gostei da exibição. O campo é diferente, mas não é desculpa.” A apresentadora Vanessa Oliveira foi ainda mais contundente na sua análise: “Que desgraça! Estou farta de chorar! O Bodo chegou aqui por alguma razão, mas não estava à espera de perder por 3-0 na Noruega. Eles jogaram muito bom futebol. Quem não marca, sofre.”
A arbitragem também esteve no centro das atenções, com Pedro Henriques a analisar os momentos mais controversos do encontro. Segundo o especialista, numa jogada aos 29 minutos que resultou no castigo máximo para o Bodo/Glimt: “Neste caso específico, ambos os jogadores esticam as suas pernas para tentar jogar a bola, Sondre Fet o pé esquerdo e Georgios Vagiannidis o pé direito e com o esférico ao alcance de ambos. O contacto existiu, mas não houve empurrão, não há braço esticado e o contacto ao nível da anca é fruto do movimento de ambos na projeção das pernas para a frente e na direção da bola. Quanto ao VAR na UEFA, uma vez mais a sua intervenção tem de ser no muito claro e óbvio e com uma situação de contacto, que existiu, na qual provavelmente a análise seria sempre feita ao nível da intensidade, da causa e da consequência, e o protocolo nunca iria deixar intervir para reverter, sendo que as imagens que iria mostrar dariam sempre o contacto que houve, daí a validação por parte do VAR, provavelmente não porque concorde em absoluto com a decisão, mas sobretudo por não poder provar o contrário, não penálti, de forma absoluta e inequívoca. Não concordo com a infração de castigo máximo que foi assinalada.” Já em relação ao segundo golo do Bodo, analisado pelo VAR por possível fora de jogo, Pedro Henriques validou a decisão: “O segundo golo do Bodo, que esteve em análise no VAR por causa de eventual fora de jogo, acabou por ser validado, e bem, porque, quando Hauge remata, nem Blomberg, que marcou, nem Hogh, que correu para a bola, estavam em posição irregular.” Estes momentos cruciais do jogo, aliados à má performance da equipa, contribuíram para o resultado desfavorável e para o sentimento de frustração que se instalou entre os adeptos leoninos, que agora esperam uma recuperação na segunda mão para ainda sonhar com os quartos de final da Liga dos Campeões.