A recente vitória do Benfica sobre o Nacional por 2-0 gerou diversas análises por parte dos treinadores de ambas as equipas. José Mourinho, técnico dos encarnados, destacou a superioridade da sua equipa, apesar das oportunidades perdidas. Já Tiago Margarido, treinador do Nacional, lamentou o golo madrugador que “deitou por terra” a estratégia dos insulares.
Mourinho elogiou o desempenho do seu plantel, salientando a intensidade e o volume de jogo. “Foram 24 remates, oito enquadrados, 15 pontapés de canto, muito domínio e criação, muito jogo rápido e muita recuperação de bola rápida”, afirmou o técnico. Contudo, reconheceu que o resultado poderia ter sido mais dilatado: “Na globalidade é um bom jogo, que tinha tudo para acabar com números diferentes. Tivemos muitas oportunidades para fazer o terceiro golo e nunca o fizemos.” Mourinho também fez questão de frisar a importância de jogadores como Barreiro e Aursnes no esquema tático da equipa. “O Barreiro e o Aursnes são muito importantes na equipa. Não ter um é ‘ok’, mas não ter dois começa a roçar o drama para nós.” Em relação à entrada do jovem Gonçalo Moreira, o treinador explicou: “O Gonçalo Moreira entrar não é daquelas situações de ajudar a sua evolução como jogador, mas é um prémio que ele merece.” O técnico confirmou que Moreira fará parte do plantel na próxima pré-época e elogiou o seu crescimento: “Dentro da elite do Seixal, há uma pequena elite na qual o Gonçalo faz parte. Este ano tem feito tudo e, na equipa B, o Nélson Veríssimo tem-lhe dado esta capacidade de crescer.” Por fim, Mourinho expressou apoio a Pavlidis, que falhou um penálti: “Mesmo não fazendo golos, a contribuição do Pavlidis é boa. Ele é fantástico em pontapés de grande penalidade e até hoje se notou aquele toquezinho de pouca confiança e autoestima nesse momento, mas adoro o Pavlidis.”
Do lado do Nacional, Tiago Margarido admitiu que a estratégia inicial foi comprometida logo no início da partida. “Vínhamos com a ilusão de podermos dividir o jogo, tal como fizemos em Alvalade e no Dragão”, revelou o treinador. No entanto, o golo precoce do Benfica alterou os planos: “O primeiro golo muito cedo ‘deitou por terra’ a nossa estratégia. A equipa demorou a reencontrar-se e acabámos por sofrer o segundo golo.” Apesar da derrota, Margarido destacou a reação da sua equipa na segunda parte, mencionando os ajustes táticos que foram feitos: “Tivemos de mudar a nossa abordagem para sermos mais pressionantes. Mudámos a nossa estrutura e pedimos mais agressividade aos jogadores, que estavam pouco agressivos.” O técnico reconheceu a superioridade do adversário: “O Benfica foi melhor e a vitória é justa.” Olhando para o futuro, com cinco jogos decisivos na luta pela manutenção, Margarido mostrou-se confiante: “Temos argumentos para disputar esses jogos olhos nos olhos e temos muita crença que os podemos vencer.” Reafirmou também a importância da imagem deixada, referindo que: “Era importante deixar hoje uma imagem positiva. Penso que conseguimos e, agora, temos cinco jogos do ‘nosso campeonato’.” Margarido concluiu a sua análise reiterando que “Não conseguimos suster a entrada forte do Benfica”.